São 41 anos de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Rosemberg Evangelista Pinto é natural de Itororó, município localizado na região sudoeste do estado da Bahia. É sociólogo com especialização em Ciência Política pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), trabalhou na Nitrofértil, Petrobrás, participou do Sindicato dos Petroleiros e dos Químicos/ Petroquímicos da Bahia e foi dirigente nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Deputado Estadual partindo para seu quarto mandato, na ALBA foi Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Vice-Presidente das Comissões Especiais do Porto Sul; Especial de Desenvolvimento, Titular das Comissões: Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Rural e Turismo ; Especial do Porto Sul; Especial da Copa de 2014; Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho; Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público; Direitos Humanos e Segurança Pública; Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação.
Com a sua formação em sociologia, como o senhor define a atual cena política nacional?
É de uma complexidade muito grande porque nós estamos vivendo a transição de um governo extremamente autoritário, onde se chegou a pensar em golpe, tomada de poder pelas forças armadas, se ameaçou fechar o Congresso, o Supremo Tribunal Federal. Ou seja, uma série de medidas de exceção e com uma gestão temerária – do ponto de vista democrático e do ponto de vista de desenvolvimento do estado, tanto que ao longo de todos esses anos apenas um único presidente de outro país visitou o Brasil nos quatro anos de Jair Bolsonaro.
É uma situação complexa porque nós estamos saindo de um método de governar para um outro método de governar, e esse método de governar estava sendo trabalhado dentro do Congresso de forma que os parlamentares pudessem validar algumas dessas medidas: fortalecimento das emendas impositivas, falta de transparência, orçamento secreto. Agora tem que se ajustar o Congresso, montar um governo de pacificação nacional envolvendo diversos pensares para que a gente possa garantir a aplicação ou a retomada do desenvolvimento do Brasil e a interrupção do aumento da fome. Esse é o grande desafio.
O ano de 2023 será um ano muito difícil. Espero que no ano de 2024 a gente consiga encontrar um equilíbrio para que o Brasil volte a ser respeitado, que a população volte a ter esperança e as instituições brasileiras da sociedade civil voltem a se consolidar.
Qual o significado da chegada de Jerônimo e a volta de Lula? Como essa dupla pode beneficiar a Bahia?
Wagner foi governador, ele foi governador com o apoio de Lula e o apoio de Dilma. Rui Costa teve a adversidade do Jair Bolsonaro e do Michel Temer. Então foi muito difícil para nós e para o governo do governador Rui Costa. Porém, nós estamos numa expectativa muito grande porque aí pode juntar o que nós já fazemos pela Bahia – mesmo com a adversidade que tivemos nesses últimos quatro anos com o Governo Federal, mas a Bahia está preparada do ponto de vista da infraestrutura para crescer ainda mais, obviamente aproveitando esse momento nacional para que a gente possa retomar as políticas nacionais que foram interrompidas no governo Federal; a Bahia, por exemplo, precisa aumentar muito as unidades habitacionais e ainda ampliar bastante a energia no campo para a população do campo, precisamos ampliar a geração de emprego e renda. Nós precisamos aproveitar aí a política do Governo Federal para melhorar essa relação.
O PT tem a segunda maior bancada aqui na Assembleia. Como seria esse enfrentamento ou convívio, por exemplo, com o União Brasil?
É convívio, não é enfrentamento. O União Brasil, no plano nacional, vai estar alinhado ao Presidente da República; Elmar Nascimento deve ser ministro.
Aqui na Assembleia, nós já inovamos nesses últimos anos com respeito à adversidade. Sem exercer o papel de maioria e de minoria, nós conseguimos votar todos os projetos aqui de forma consensuada, ajustada, porque os projetos que vieram aqui são projetos de interesse dos baianos e das baianas. Quando se elege um deputado, seja por um agrupamento, seja por outro, depois de tomar posse aqui na Assembleia, ele vira o deputado de todos os baianos e de todas as baianas. Então ele tem que pensar nas ações que garantam a execução das políticas públicas para melhorar a vida das pessoas. Sendo assim, eu acredito que não terá embate e isso não será nenhuma motivação para tensionamento.
São 41 anos de filiação ao PT. Como é ser um representante desse partido?
O partido me orgulha bastante. Tudo que eu tenho na vida, na legalidade, eu devo a essa relação com o Partido dos Trabalhadores. Tem o meu trabalho, tem um time que está ao meu redor, mas a base de sustentação disso é o Partido dos Trabalhadores. São 41 anos de caminhada de um partido que tem um programa extremamente arrojado para o país e que, em tão pouco tempo, nós conseguimos o feito de governar o Brasil, de governar os estados, de ter um número significativo de deputados e deputadas, vereadores e vereadoras, prefeitos e prefeitas. Ou seja, é uma militância aguerrida.
Quando se faz uma pesquisa, mesmo com as dificuldades que nós enfrentamos no que concerne à reputação, pesquisa essas, muitas vezes construída com o intuito de destruir a nossa reputação, o PT ainda é o partido mais simpático do Brasil e com o nível de reconhecimento muito grande.
Por Fulvio Bahia.
















