Bruno Reis (União Brasil), prefeito da capital baiana, aguarda uma definição do PP no âmbito estadual para fazer mudanças no 1º e 2º escalão dos cargos do Executivo municipal. Os pepistas devem ser convidados a ocupar espaços na prefeitura se seguirem o resultado das urnas e continuarem no grupo da oposição ao PT na Bahia, liderado pelo ex-prefeito da capital ACM Neto (União).
Entretanto, a maior parte dos deputados do PP quer reeditar a aliança com o PT e aderir à base do governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT). Em peso, os prefeitos pepistas defendem o mesmo.
O rompimento do PP com o PT aconteceu em março deste ano, quando os petistas deixaram de cumprir um acordo que permitiria ao vice-governador João Leão, comandante estadual dos pepistas, assumir interinamente o Palácio de Ondina até o final de 2022. Desde então, o partido presidido por Leão migrou para a base de ACM Neto, embora sem ocupar cargos na prefeitura da capital, o que seria negociado após o resultado do pleito.
João Leão e o filho, o deputado federal Cacá Leão, que disputou o Senado na chapa de ACM Neto, são os principais representantes do PP que defendem a permanência na oposição ao governo Jerônimo Rodrigues. Com esta posição, eles estão cada vez mais isolados na sigla no estado.
O PP tem seis vereadores na Câmara Municipal de Salvador: George Gordinho da Favela, Maurício Trindade, Leandro Guerrilha, Roberta Caires, Sabá e Sandro Bahiense. Nenhum deles foi eleito no ninho pepista, ingressando na sigla de Leão em comum acordo com Bruno Reis. Ou seja, caso a cúpula pepista decida aderir à base de Jerônimo Rodrigues, a tendência é que os seis deixem o partido.
Fonte: Toda Bahia
















