As eleições aproximam-se e um dos principais assuntos que vem ganhando destaque nos debates, certamente, é a Segurança Pública. O tema tem sido muito reivindicado pelos cidadãos baianos que não aguentam mais as medidas ineficientes de prefeitos e do governador, que não resolvem os problemas do segmento na Bahia. O governador Rui Costa (PT), no cargo desde 2015, é um dos principais alvos quando o assunto é sobre a falta de segurança pública no estado baiano. Desde que assumiu o mandato, o orçamento estadual teve mudanças significativas, que indicam as prioridades da gestão pública sob o comando do petista. Em sete anos, o estado reduziu os percentuais investidos em áreas como a Segurança Pública, que perdeu R$ 1,529 bilhão do seu orçamento entre 2015 a 2022.
Dentro deste cenário, a Bahia segue a cerca de 15 anos colecionando indicadores negativos na Segurança Pública. Segundo dados do Atlas da Violência, a Bahia contabilizou 76.772 homicídios entre os anos de 2007 a 2019, média de 5,9 mil pessoas assassinadas por ano. Números que se igualam a guerras e conflitos internacionais.
Quando se trata dos primeiros seis meses de 2022, a situação não muda, pois a Bahia ainda continua com altos índices de mortes violentas. De acordo com uma pesquisa feita, em parceria com o g1, pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Bahia é o estado com mais mortes violentas nesses primeiros 6 meses de 2022, registrando nesse primeiro semestre 2.630 mortes violentas (homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte). Destas, 2.557 foram enquadradas como homicídio doloso, 43 como latrocínio e 30 como lesão corporal seguida de morte. O mês mais violento foi o mês de março com 498 crimes, seguido do mês de maio, que contabilizou 461 mortes violentas.
Veja quantidade de mortes violentas na Bahia neste ano
| Crimes | JAN/22 | FEV/22 | MAR/22 | ABR/22 | MAI/22 | JUN/22 |
| Feminicídio | 10 | 7 | 3 | 8 | 8 | 6 |
| Homicídio doloso | 388 | 404 | 484 | 419 | 444 | 376 |
| Lesão corporal seguida de morte | 5 | 4 | 5 | 5 | 4 | 7 |
| Latrocínio | 4 | 8 | 6 | 8 | 5 | 12 |
| Total de mortes | 407 | 423 | 498 | 440 | 461 | 401 |
Fonte: SSP-BA
Recentemente alguns casos chocaram a população baiana, como é o caso da adolescente Cristal. A adolescente estava a caminho da escola juntamente com a sua mãe e irmã, na região do Campo Grande, Centro de Salvador. Duas mulheres se separaram e, em questão de segundos, fizeram a abordagem, assustando as três, atitude que já é de praxe entre os assaltantes que andam em dupla pelo Centro de Salvador. O pedido principal das suspeitas foi o celular da jovem. No entanto, Cristal teria se recusado a entregar, recebendo um tiro na região do peito por uma pistola calibre 653, em curta distância.
Outro caso, é o recorrente aumento de assaltos a motoristas de aplicativo. Lembrando que: De janeiro a agosto, cerca de 600 motoristas por aplicativo foram vítimas da violência no estado, segundo dados do Sindicato dos Motoristas por Aplicativos da Bahia (Simmacter). Ainda segundo o Simmacter, mais de 90% dos casos de roubos, furtos e latrocínios são cometido por suspeitos que entram no veículo como passageiros.
Também não podemos esquecer de falar a cerca das facções criminosas que vêm dominando a periferia de Salvador e de todo o Estado. Com mais de 76 mil mortes entre 2007 a 2019, a Segurança Pública (SSP) informou que 80% dessas mortes estão relacionadas de forma direta ou indireta ao comércio de entorpecentes. Ou seja, outro fator em que o governo petista não está sabendo lidar.
Até mesmo a morte de policiais chamam atenção, onde no mês de maio de 2022 três policiais militares foram mortos em menos 24 horas, em Salvador. Na época, os soldados Shanderson Lopes Ferreira e Vítor Vieira Cruz voltavam de um enterro de um outro colega de farda, quando foram alvos de criminosos da mesma região onde atuavam como policiais. Sendo assim, as mortes dos policiais militares expressam também o fracasso da atual política de Segurança Pública adotada no estado da Bahia. Nenhum dado monitorado até agora aponta para qualquer nível de eficiência dessa política, não apenas no estado da Bahia, mas como em todas as partes do mundo, sendo inclusive alvo de debates sobre com intuito de realizar reformulações e alterações.

Em contato com a Polícia Militar e Civil, procuramos saber a quantidade efetiva de agentes da segurança. A Polícia Militar contém um efetivo de 29.836 policiais militares. A Bahia possui uma população de mais de 15 milhões de habitantes, ou seja, daria aproximadamente 1 policial militar para 502 mil habitantes. Quando se trata da Polícia Civil o número é muito menor, segundo dados relativos a junho de 2022, é de 5.472 policiais civis atuando na Bahia. 1 policial civil para cada quase 3 milhões de habitantes. A Polícia Civil dispõe de 557 delegacias entre territoriais e especializadas em um estado com 417 municípios.
















