Muito bom dia!
Você sai por aí reproduzindo o que não viu e/ou ouviu? Reproduzir o que te contaram é muito perigoso. Cuidado!
A maioria acredita em tudo que lê, vê e ouve. Na sequência te julgam e até te difamam, tentando convencer as pessoas de que você não presta, pois ACHAM que têm certeza, mas na verdade não fazem a MENOR ideia do que de fato acontece e/ou aconteceu.
Desde cedo aprendi que nem tudo é o que parece! E vou contar uma historinha pra vocês…
Eu tinha uns 12/13 anos de idade e estava dormindo no meu antigo quarto. Era umas 19h, eu acho. Comecei a ouvir uma vozes que pareciam do meu irmão e um amigo, que de vez em quando ia lá no condomínio e eles ficavam lá no playground conversando. Acabei despertando e fui pra janela, para ver se era realmente o meu irmão. Quando olhei para baixo, estava tendo uma festa e uma pessoa olhava para cima. Tomei um susto e rapidamente puxei meu corpo para trás. Alguns minutos depois o interfone tocou e eu atendi. O porteiro transmitindo o recado de um morador que “mandou que parasse de jogar água da janela”. O meu pai foi chegando, me perguntou quem era e eu, ainda sonolenta, sem raciocinar, repassei o recado para o meu pai, que ficou P da vida, pegou o interfone e mandou avisar para o tal morador que “ele estava dizendo que ninguém estava jogando água de janela nenhuma”. Minutos depois, quando minha alma voltou pro corpo, que eu fui deduzir o óbvio: alguém jogou água e, coincidentemente, eu aparecei na janela. Acabei levando a culpa, por algo que não fiz. Compreendem? TUDO parecia que tinha sido eu, mas nem tudo é o que parece!
Certa feita, um namorado da época, veio me contar algo que alguém contou para ele. Eu o interrompi e perguntei: você viu? Presenciou? Ele disse que não. Então eu pedi que nem continuasse, pois ele poderia estar reproduzindo algo que não era verdade sobre alguém. Como eu não sou curiosa principalmente sobre a vida alheia, não quis nem ouvir. Importante que a gente corte o mal pela raiz. “O ciclo da fofoca acaba quando chega aos ouvidos de pessoas inteligentes”. Lembrem-se disso e coloquem em prática! Façamos a nossa parte!
Conselho: sempre observe… A pessoa que está sendo falada e quem está falando dela também! O homem é escravo do que fala e dono do que cala. Quando Pedro me fala de João, sei mais de Pedro do que de João. Portanto estejam atentos!
Assim como eu, certamente você já foi julgado erroneamente e, provavelmente, chegou aos ouvidos de muitas pessoas de uma maneira que não ocorreu. Igual àquela brincadeira “telefone sem fio”. Conhecem, né? Quando que vocês brincaram para chegar até a última pessoa exatamente do jeito que saiu da primeira? Nunca, né?! Eu costumo usar esse exemplo, pois é perfeito!
Nos tempos de hoje isso está mais do que perigoso. A entrega da informação e a força viral se propagam com tamanha velocidade, que, em muitos casos, acaba sendo vista como verdade. Há viralização de coisas engraçadas, mas também de coisas causadoras de danos muitas vezes irreparáveis!
Se você não gostaria de ser julgado, então por que fazer o mesmo? Regra de ouro da vida: se colocar no lugar do outro!
Precisamos pesar o que ouvimos. Refletir sobre o que se ouve e analisar o que chega aos nossos ouvidos é prudência, é usar o cérebro que Deus nos deu! Quando você coloca a cabeça pra funcionar, você valoriza e pratica aquilo que foi reservado unicamente aos seres humanos: o poder do raciocínio!
Bom e quando somos julgados injustamente, o que nos resta fazer? Entregar nas mãos de Deus, confiar que o mundo dá muitas voltas e o universo encarrega-se de colocar cada coisa em seu devido lugar. Sempre foi assim e sempre será! Nisso eu creio piamente!!!
Quando não há remédio, remediado está! O tempo é crucial. Um dia a verdade aparece!
Nos encontramos próxima quinta, se Deus quiser!
Ótimo final de semana procês! E que Deus abençoe!
Um xêro! ♥















