Em entrevista na noite desta quinta-feira (25), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu que houve casos de corrupção na Petrobras durante seu governo (2003-2010), mas não deixou de criticar a Operação Lava-Jato na investigação de crimes cometidos no âmbito da Petrobras.
“Você não pode dizer que houve corrupção se as pessoas confessaram”, afirmou. O petista foi o terceiro candidato a presidência nessas eleições a ser sabatinado pelo Jornal Nacional, da TV Globo.
“Se alguém comete um erro, investiga-se, apura, julga, condena ou absolve, e vai resolvendo o problema. O que foi o equívoco da Lava Jato? É que a Lava Jato enveredou por um caminho muito delicado. A Lava Jato ultrapassou o limite da investigação e entrou no limite da política, e o objetivo era tentar condenar o Lula”, disse.
Quando questionado sobre casos de corrupção durante um possível novo governo do petista, Lula afirmou a importância de garantir liberdade a órgãos de fiscalização e controle e prometeu que suspeitas de crimes serão investigadas e julgadas. “A corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada”, pontuou.
“Foi no meu governo que criamos o Portal da Transparência, que colocamos a CGU para fiscalizar, criamos a Lei de Acesso à informação, a Lei Anticorrupção, a Lei contra o Crime Organizado, a Lei contra Lavagem de Dinheiro, a AGU entrou no combate à corrupção, colocamos o Coaf para cuidar de movimentações financeiras atípicas e colocamos o Cade para combater os cartéis. Além de que o Ministério Público era independente e a Polícia Federal teve, em meu governo, mais liberdade do que em qualquer outro momento na história”, complementou.
















