O Partido dos Trabalhores (PT) segue firme na arrecadação para campanha de Lula para as eleições de outubro. Entre os contribuintes estão as pessoas ligadas a área jurídica e, dentre os contribuintes, estão os advogados que atuaram pelo fim da operação Lava Jato e outros que defenderam réus da operação ou foram, eles mesmos, alvos de ações deflagradas pela Polícia Federal.
No topo da lista de advogados que o PT apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral até o momento estão Walfrido Warde, dono de uma banca especializada em disputas empresariais, e o criminalista Conrado Gontijo. Cada um doou R$ 200 mil. Os dois são colaboradores do Prerrogativas, grupo de advogados que são alinhados ao partido e atuaram no combate contra a Lava Jato e em favor pela anulação dos processos contra o ex-presidente Lula. Warde publicou um livro com críticas aos métodos de investigação utilizados pela operação.
O Prerrogativas é coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, integrante do atual círculo íntimo de Lula e responsável pela arrecadação de recursos para a campanha na advocacia, celebrada com um jantar em São Paulo no mês de junho.
Marcos Joaquim Alves, que foi advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, é dono de uma banca especializada em relações governamentais em Brasília e chegou a ser alvo de uma operação da PF em 2019, por suposto envolvimento em fraudes em fundos de pensão. Ele deu R$ 100 mil ao PT. O advogado Edgard Hermelino Leite Junior, alvo de busca e apreensão junto com os atuais defensores de Lula e do presidente Jair Bolsonaro na operação que investigou desvios do chamado Sistema S no Rio de Janeiro. A ação da Lava Jato fluminense foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal.
Mencionado na delação de Marcelo Odebrecht como contato da empreiteira com o ministro Dias Toffoli na época do governo Lula, o advogado Sergio Renault contribuiu com R$ 30 mil, enquanto o criminalista Alberto Toron, advogado do deputado tucano Aécio Neves e autor do recurso que resultou na anulação da condenação do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine no STF, contribuiu com R$ 20 mil.
O próprio Marco Aurélio de Carvalho e o advogado Pedro Serrano, que já foi apontado no círculo petista como um possível indicado para o Supremo em caso de vitória de Lula na eleição de outubro, também deram R$ 20 mil cada um.
*Informações de Rodrigo Rangel, colunista do Metrópoles.

















