Na tarde desta terça-feira (9), a Câmara Municipal de Salvador foi palco de uma “bafafá” após o prefeito Bruno Reis (UB) ter seu veto derrubado para que haja o reajuste concedido para os agentes comunitários de saúde. Depois da medida o clima ficou tenso, pois o vereador Paulo Magalhães Junior (União Brasil), partiu ensandecido querendo tirar satisfações com Geraldo Junior (MDB), chefe do Legislativo soteropolitano.
Antes de colocar o projeto em votação, Geraldo Junior provocou o prefeito Bruno Reis e o ex-prefeito ACM Neto, candidato a governador pelo União Brasil, ou seja, deixando o clima mais polarizado. “Eu vou fazer um apelo aqui mais uma vez de público ao ex-prefeito da cidade, ao ex-prefeito ACM Neto, para que ele possa, com a relação inter-relação pessoal que tem o atual prefeito da cidade, ele que dá os mandos e desmandos ao atual prefeito da cidade, ele que ainda tem uma ingerência sobre a base do governo que, por favor, [faça que os vereadores] venham a plenário, venham nas sessões ordinárias para que nós possamos derrubar o veto do prefeito Bruno Reis”.
A Polícia Legislativa precisou intervir para evitar que a situação ficasse ainda pior. Diante do clima tenso, o presidente da Câmara encerrou a sessão. Geraldo Júnior lamentou a tentativa de agressão, mas disse que ficou satisfeito com a decisão tomada.
“O regimento foi honrado. São milhares de trabalhadores que necessitam do apoio desta casa. O que vale é a minha consciência com Deus, com os trabalhadores e trabalhadoras, independentemente de política. Vou continuar defendendo esta casa e a minha resposta está aí, a minha satisfação está aí (…) Nós conseguimos colocar mais de 22 vereadores no plenário, e vencemos a derrubada do veto”, respondeu o emedebista.
Com a derrubada do veto, a expectativa é a de que haja um rombo superior a R$ 300 milhões nas contas da Prefeitura de Salvador.
Confira o vídeo da confusão:















