Na convenção do União Brasil da Bahia que oficializou a candidatura de ACM Neto (UB), na manhã desta última sexta-feira (6), como candidato ao governo da Bahia, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que sua vice, Ana Paula Matos, deixaria o cargo temporariamente para disputar na chapa que vai concorrer ao Palácio do Planalto ao lado de Ciro Gomes (PDT). Com a saída de Ana, o líder da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), assumiria a posse.
Entretanto, isso não deve ocorrer, pois Geraldo Júnior (MDB) também disputará as eleições deste ano. Geraldo é candidato a vice-governador na chapa liderada pelo ex-secretário da Educação Jerônimo Rodrigues (PT) para governo da Bahia. Nesse caso, quem deve assumir é o vereador mais velho da capital baiana, Edvaldo Brito
Quem é Edvaldo Brito?
Edvaldo Pereira de Brito é natural de Muritiba, no recôncavo baiano, onde nasceu em 3 de outubro de 1937. É formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), sendo mestre em Direito Econômico pela mesma instituição e doutor em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (USP).

Exerce o terceiro mandato como vereador para o qual foi reeleito pelo PSD, em 2020, com 4.725 votos. Foi prefeito de Salvador entre 1978 e 1979 e vice-prefeito entre 2009 e 2012. Também já ocupou as funções de secretário de Justiça, de Educação, de Saúde e de Assuntos Estratégicos no Estado da Bahia, além de secretário de Negócios Jurídicos do Município de São Paulo.
Edvaldo Brito ficou conhecido nacionalmente pelo notório conhecimento jurídico e pela função de magistério – exercido por mais de 50 anos. É professor das disciplinas Jurisdição Constitucional e Direito Tributário dos cursos de Graduação e de Pós–Graduação da Ufba, instituição da qual é Professor Emérito, além de ser professor titular de Legislação Tributária e Direito Civil da Faculdade de Direito da USP e Professor Emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), onde lecionou Direito Tributário e Direito das Obrigações.
Foi fundador e exerce a função de coordenador da Frente Parlamentar em Defesa das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.
Mantém uma postura de independência na Casa em relação às bancadas de governo e oposição e atua principalmente em questões relacionadas ao Direito Tributário, especialmente IPTU e ISS; entidades e hospitais filantrópicos; carnaval social; igualdade racial; religiões de matriz africana; e creches e escolas comunitárias de Salvador.





















