Muito bom dia, amigo leitor!
Quero agradecer às mensagens repletas de carinho que recebi no meu instagram e whatsapp após a coluna de quinta passada. É a confirmação de que recebi amor, diante do caos.
Hoje eu vou falar um pouco sobre o meu afastamento no Projeto de Boxe do Candeal, que fiz parte durante 04 meses.
Setembro de 2016 fui convidada para dar aula de Funcional Fight na comunidade do Candeal de Brotas. Prontamente aceitei! Na época eu fazia parte de um grupo e fomos todos conhecer o projeto, onde nos recepcionaram muitíssimo bem, tanto o responsável, quanto os alunos, dentre eles mulheres, homens, adolescentes e crianças.
A aula foi um sucesso! Fomos convidados novamente e acabamos abraçando o projeto.

Demos algumas aulas, mas eu que acabei assumindo. Eu ia de segunda a sexta e depois passei a treinar, pois o professor de lá queria me colocar para lutar. Então passei a ir também aos sábados.


Para resumir, esse professor começou a dar em cima de mim e eu nunca correspondi. Aprendi desde cedo que, “onde se ganha o pão, não se come a carne”. Embora eu não recebesse absolutamente 01 centavo, eu não misturo pessoal e profissional. Optei por essa postura e assim é!
Com a falta de interesse da minha parte, ele começou a me tratar com indiferença e frieza. Até o dia que fui treinar numa tarde de janeiro de 2017. Ele estava atrasado (como de praxe), e eu chegava sempre antes do horário, como de costume. Era eu e mais 5 alunos. Puxei alongamento e já estava no aquecimento, quando ele apareceu. Eu era a professora responsável, na ausência dele (isso quando eu estava treinando), então eu que respondia. O que ele fez? Entrou na sala, deu boa tarde e perguntou para um dos alunos sobre o treino, ao invés de se reportar a mim, como era sempre feito (e esperado!). Ali eu já havia entendido.
Ele começou a puxar o treino com a cara enfezada e sem olhar para mim. Depois passou a reclamar, a me perseguir, literalmente. Eu comecei a treinar lento e não atacar, só defender. Quando terminou o treino, rapidamente recolhi as minhas coisas, me despedi dos alunos e fui embora.

Ao entrar em casa, a minha energia estava tão baixa, que a minha mãe me perguntou o que havia acontecido. Não se engana mãe, não é verdade? Impressionante como nos conhecem! Disse que estava tudo bem (como se ela tivesse acreditado) e fui pro meu quarto. Sentei no chão e desabei no choro. Ali eu coloquei pra fora toda tristeza que estava dentro de mim. Parei, respirei e pensei MUITO sobre continuar ou encerrar. Eu só pensava naquelas crianças… Embora com o coração apertado, mas eu encerrei. Não precisava mais passar por aquilo. Suportei 2 semanas e esse dia foi a gota d’água! Eu só me doei pelo projeto, para ser tratada daquela maneira pelo professor responsável, porque eu não quis me envolver com ele? Não!!! É surreal ter que passar por isso! Fui obrigada a me afastar, por um comportamento machista, imaturo e sem profissionalismo algum. E sabe lá Deus como poderia terminar… Eu não iria pagar pra ver!
Enviei uma mensagem de agradecimento e motivação para o grupo de whatsapp que eu havia criado e saí. Depois entrei em contato com o irmão desse professor, que foi o responsável por me convidar para participar do projeto, nos encontramos, narrei os fatos e comuniquei sobre a minha saída. Ele compreendeu, desculpou-se e me agradeceu! Teve uma postura que o irmão poderia ter aprendido!
Sinto uma saudade enorme daqueles meninos! Com frequência lembro deles. Minha maior preocupação era se o projeto iria continuar ou não. Pelo que me contaram, durou mais uns 2 meses, mas depois acabou. Uma PENA! O esporte salva vidas! Em uma comunidade, ter um projeto como esse era para nunca terminar.
Alguns alunos ainda têm contato comigo, me enviam mensagem “professora, saudade”… É um misto de tristeza com felicidade. Torço DEMAIS por cada um deles ali, que já estão enormes! Crianças que já viraram moças e rapazes.
Consegui levar grandes nomes do boxe, para eles conhecerem, como já postado em outra matéria. Além do evento, fomos treinar no Parque da Cidade, fizemos um piquenique (fui à Feira de São Joaquim comprar a cesta e na Av. 07 comprar a toalha xadrez, pois eles nunca tinham ido a um!) e também a festa de natal. Fico feliz em poder ter proporcionado isso para eles!♥






Eu espero que, nesse curto período, eu tenha conseguido ensinar algo para eles e também deixado boas lembranças.♥
Eu aprendi MUITO ali!
É só mais uma história que precisava ser contada!
Nos encontramos próxima quinta, se Deus quiser!
Ótimo final de semana procês! E que Deus abençoe!
Um xêro! ♥

















Ohhhh amigaaaaaa,
Fiquei cm os olhos mareados!
Nós mulheres sempre pagamos o preço alto …
Espero irmã, que esse desabafo façam “homens escrotos” pensarem muito, antes de fazerem atos parecidos.
Fico bastante feliz que você soube parar, embora, tenha passado por “maus bocados” pq nós, que somos seus amigos, sabemos o quanto lhe doeu!
VC SEGUE SENDO INSPIRAÇÃO!
🫶🏼
E eu estou aqui emocionada com as suas palavras, minha amiga!
Sim… Nós, mulheres, sempre pagamos um preço muito alto. E, quando paro para refletir, avaliar o comportamento da sociedade, chego próximo de perder as esperanças. É triste! É surreal!
Sem o apoio de Deus e de vocês, eu nunca teria conseguido! Te amo!
Ah eu lembro desse projeto, tenho fotos lindas. Foi mesmo uma penas você ter que passar por mais uma história de desrespeito. Olha que droga isso: você é violada, e você perde a chance de continuar em um projeto que te estimulava e ainda fazia com que crianças pudessem mudar o foco. Foi muito bacana, eu tive o privilégio de estar presente com você em uma das noites.
Um beijo.
Temos fotos lindas, registradas por suas lentes, seus olhos e seu coração! Foi maravilhoso!
Pois é, minha amiga, tive que encerrar. Sinto muito pelas crianças… Só Deus sabe!!!
Te amo!
Você narrou o que vc realmente é! Fabi! Mulher forte e de personalidade extraordinária! Bjo tia Fabi!
Oh, meu amigo… Gratidão pelas palavras! Beijos da tia Fabi!
Amiga eu sinto uma imensa gratidão por vc e por sua vida.
Que seu exemplo arrasta eu nem tenho dúvidas e seus alunos vão lembrar de sua postura e carinho.
Amém, Tati. Amém! Gratidão pelas palavras e carinho de sempre!