Eleito vereador de Salvador pela quarta vez consecutiva, Henrique Carballal é considerado um vereador bastante polêmico e com histórico de expulsão em partido. Carballal iniciou sua trajetória política em movimentos estudantis chegando a ser presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) no ano de 1987.
Com passagens pelo Partido Verde (PV), Partido dos Trabalhadores (PT) e atualmente no Partido Democrático Trabalhista (PDT), Henrique Carballal foi eleito vereador pela primeira vez em 2008 e, desde então, conseguiu ser reeleito posteriormente. Durante o alge da Lava-Jato, período que políticos estavam sendo presos, em 2017 Caballal foi alvo de pedidos de investigação na operação, época que ele era do PT e concorria à reeleição a Câmara de Salvador, o vereador baiano teria recebido um valor maior da Odebrecht, em comparação com alguns de seus colegas, pelo seu “potencial de crescimento na carreira política”, de acordo com André Vital, um dos delatores da empreiteira.
Em depoimento de André Vital, o vereador recebeu pessoalmente das suas mãos R$ 100 mil em espécie, em 2012. Vital ainda ressaltou que na época, Carballal por ser uma pessoa jovem, tinha potencial de crescimento político. Amigo do empresário José Augusto, do setor de transportes, Carballal era identificado no sistema Drousys com o codinome “Buzu”.
Caballal também se envolveu numa polêmica com Movimento Brasil Livre (MBL), em 2020. Henrique foi abordado por Siqueira Jr, na época coordenador do MBL-BA, sobre um projeto que guardava interesses dos trabalhadores do aplicativo Uber. Siqueira questionou o vereador que afirmou que o Uber era igual a Táxi, porém Siqueira retrucou afirmando que Uber é prestação de serviços, já o táxi é concessão. Na época, o MBL-BA , em cima disso, criou um vídeo onde mostra o vereador mentindo para a população acerca do assunto, ou seja, o líder do governo municipal na época “não sabia” a diferença entre uma empresa privada e concessão. O Boletim Bahia procurou a assessoria de Caballal e os mesmos disseram que o processo ainda está em aberto e estão no aguardo do desfecho final. Porém, ao consultarmos o processo, Carballal perdeu o caso, mas recorreu.
Mais recentemente, julho de 2022, o vereador virou réu na Justiça por improbidade e pode perder mandato e ter direitos políticos suspensos. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aceitou uma denúncia do Ministério Público estadual (MP-BA) e tornou réu por improbidade administrativa o vereador de Salvador Henrique Carballal (PDT). De acordo com a denúncia, Carballal teria usado a estrutura da administração pública e servidores municipais em evento de cunho político-eleitoral que “visava angariar apoio popular com uma suposta prestação de serviços de utilidade social gratuito, à margem do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Caso seja condenado, Carballal pode perder o mandato e ter os direitos políticos suspensos, além do pagamento de multa.
O caso denunciado pelo Ministério Público aconteceu em 2013, quando Carballal ainda era filiado ao PT. De acordo com a acusação, ele promoveu um atendimento médico e odontológico móvel aberto na comunidade de Adutora, localizada no bairro de São Cristóvão, iniciativa considerada pelo MP-BA de “cunho político-eleitoral que visava angariar apoio popular por uma suposta prestação de serviços de utilidade social gratuito”.
















