O Conselho de Administração da Petrobras fez ontem uma reunião para um possível adiamento dos reajustes nos combustíveis até que sejam aprovadas no Congresso as medidas de desoneração propostas para conter a alta dos preços nas bombas. Mas isso cabe aos diretores da estatal e não ao colegiado, por isso a empresa anunciou nesta última quinta-feira (16), o aumento de gasolina e diesel. A reunião que decidiu o reajuste aconteceu durante o feriado, em convocação de emergência. Os valores devem ser anunciados nesta sexta-feira (17), mas só valerá a partir de segunda-feira (20). A Petrobrás argumenta que os preços estão muito defasados em relação ao mercado internacional e não há mais como esperar o reajuste. A estatal vem ressaltando o risco de faltar diesel no segundo semestre.
A última vez que o litro da gasolina foi reajustado nas refinarias foi em 11 de março, em 18,7%, passando de R$ 3,25 para R$ 3,86 nas refinarias. Se confirmada hoje, será a primeira alta em mais de três meses. Já o diesel está congelado desde 10 de maio, quando o custo para as distribuidoras passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

















