Priscila Chammas é jornalista, mãe, empreendedora e ativista pela liberdade. Já trabalhou na grande mídia e concorreu ao pleito para a câmara municipal de Salvador em 2016 pelo PSL, foi presidente estadual do Livres e também candidata a deputada federal pelo partido Novo nas eleições de 2018 e candidata a vereadora também em 2020, atualmente, Priscila integra o movimento famílias em prol da priorização da educação em Salvador e é gerente de conteúdo do Instituto Millenium. Diante disso, o Bahia Boletim quer saber de Priscila o que ela pensa sobre o liberalismo na Bahia, mulheres do liberalismo baiano, ensino público na Bahia e o homeschooling, tema bastante debatido nas redes sociais.
Bahia Boletim: Por que o liberalismo ainda é pouco falado na Bahia ?
Priscila Chammas: Infelizmente, vivemos em um estado muito pobre, com necessidades muito imediatas, e isso faz com que as pessoas não pensem muito na sustentabilidade de medidas econômicas no médio/longo prazos. Também temos péssimos índices educacionais e viemos de um paternalismo muito forte, com o Carlismo, e as pessoas acharam que o caminho revolucionário para se desvencilhar dele seria o petismo.
BB: Quais mulheres, além de você, milita por mais liberdade econômica no estado ?
Priscila Chammas: Muito poucas pessoas militam por liberdade na Bahia, pois isso é extremamente impopular por aqui. Entre as mulheres, não me vem nenhum nome que tenha essa bandeira assim tão forte.
BB: A Bahia tirou zero em ensino durante a pandemia. Quais os motivos que levaram a isso ?
Priscila Chammas: Porque nossas políticas educacionais estão muito ligadas ao sindicalismo, e o sindicato não luta exatamente pela educação, mas por pautas corporativistas de aumento de salário, benefícios. O estudante precisa estar no centro das políticas educacionais, ele é o fim da educação, todo o resto são apenas meios para atingir esse fim. Na pandemia ficou escancarado que o estudante não foi prioridade. Os interesses dos estudantes foram simplesmente ignorados nestes dois anos.
BB: Lembro do seu embate com o sindicato dos professores por não quererem trabalhar durante a pandemia. Esse descaso dos professores é um dos fatores que deixam a Bahia num péssimo lugar em relação à educação pública ?
Priscila Chammas: Acabei respondendo na pergunta anterior. Só faço a correção de que não são “os professores”. É preciso diferenciar sindicalista de professor. Quem fica dois anos brigando pra não exercer o serviço para o qual é remunerado, e quando finalmente retorna, emenda uma greve, não pode ser chamado de educador. São sindicalistas totalmente irresponsáveis com aqueles por quem deveriam zelar: seus alunos.
BB: Durante os dois anos que as escolas mantiveram-se fechadas, muitas famílias optaram por ensinar seus filhos em casa. Esse é o “famoso” homeschooling, por que o homeschooling é tão rejeitado e, geralmente quem o rejeita é a militância mais à esquerda do espectro político ?
Priscila Chammas: Muita gente é contra por falta de informação. Existem muitos mitos sobre o assunto. A esses, nos cabe esclarecer, mostrar que esta modalidade de ensino já é praticada há décadas pelo mundo inteiro, que os resultados das famílias educadoras no Brasil são melhores que os de escolas públicas, e que não são os pais educadores que estão abusando de seus filhos ou ensinando “terraplanicies”. Uma outra parcela é contra só por ideologia, porque convencionou-se indentificar como uma pauta mais à direita. Com esses não adianta discutir.

















