“O meu ensino fundamental foi marcado por piadas racistas vindas de colegas”. “Casos de racismo, LGBTQ+fobia e elitismo nunca foram incomuns”. “Um professor do terceiro ano constantemente tinha piadas machistas, comparando mulheres a vários objetos”. “Sofri racismo e fui suspenso por reagir”. Os relatos são de suspostos ex-alunos do colégio Sartre publicados em um perfil no Instagram. A página foi criada há cerca de uma semana depois que prints com comentários racistas em um grupo de mensagens de alunos da instituição de ensino viralizaram nas redes sociais.
A conta (@jeanpaularrependido), em referência ao filósofo que dá nome a instituição, já possui mais de 1.000 seguidores e 90 relatos anônimos de casos envolvendo racismo, lgbtfobia e assédio por parte de professores que teriam acontecido na escola. De acordo com diversos depoimentos publicados, a direção do Sartre tinha conhecimento dos episódios e era conivente.
“Eu era uma criança quando aconteceu, nem mesmo hoje eu teria coragem de denunciar oficialmente porque vejo que nada acontece e você só sai humilhada e desacreditada”.
“Fui ao SOE e falei do bullying constante que eu estava sofrendo. A coordenadora disse só para eu não ligar que era bonitinha”.
“Um professor disse que ia ver as apresentações do balé de uma colega minha para ver o corpo de moça que ela tinha e que ele precisava se controlar quando ela dançava. A garota só tinha 12 anos. Outra colega ouviu comentários parecidos deste mesmo professor alguns anos depois (acho que tínhamos 15 ou 16 anos na época) e foi na coordenação relatar o acontecido. No dia seguinte, o professor entrou na sala debochando da situação e a coordenação não tomou nenhuma atitude”.
“Sofri racismo e fui suspenso por reagir”[…] vivenciei várias outras situações de injúria racial, racismo, e bullying dentro da instituição, porém quando eu recorria a orientação, coordenação, até na direção, em relação ao racismo […] chegava a lugar nenhum […]”.
Fonte: bnews.com.br


















