O Ministério da Saúde discute a redução do tempo de isolamento para casos assintomáticos de Covid de 10 para 5 dias
O secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz, afirmou à CBN que acha possível a nova recomendação.
O intervalo de isolamento permaneceria maior para os sintomáticos.
A nova orientação seguiria o protocolo atual do CDC, Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.
Nesta quinta-feira, a prefeitura de São Paulo enviou um ofício para o Ministério pedindo a redução do intervalo de isolamento.
A capital paulista diz que a “vacinação em massa já refletiu concretamente no baixo número de pessoas que apresentam sintomas e gravidade da doença provocada pela Covid” e pontuou as quedas de internações.
O secretário de saúde de São Paulo, Edson Aparecido, afirma que a nova variante Ômicron tem um período menor de transmissão e destaca a necessidade de diminuição do intervalo principalmente para profissionais da saúde que estejam afastados das funções.
Nesta quarta, a prefeitura do Rio de Janeiro já havia tomado a decisão unilateralmente de reduzir o intervalo de isolamento para 5 dias.
Mas a prefeitura do Rio ressaltou que “o paciente precisa se comprometer com o uso rigoroso e contínuo da máscara pelo período completo de 7 dias”
A nova orientação ainda divide médicos.
O coordenador executivo do Centro de Contingência de São Paulo, João Gabbardo, concorda com a nova medida e afirma que o material do CDC norte-americano traz provas da queda de transmissão após o quinto dia em assintomáticos.
O relatório do CDC americano destaca, no entanto, que o uso de máscaras deve continuar de forma rigorosa por mais 5 dias, mesmo em pessoas sem sintomas.
Já o infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, afirma que as evidências de baixa transmissão para assintomáticos após 5 dias ainda são escassas. O ideal seria manter pelo menos 7 dias de isolamento.
O infectologista e pesquisador da USP, Esper Kallas, também é cauteloso e afirma que “7 dias seria uma opção melhor e mais próxima de medidas adotadas em outros países”
O Ministério da Saúde ainda não detalhou em qual prazo deve divulgar uma decisão sobre o tema.
Fonte: cbn.globoradio.globo.com
















