Corrida pelo Planalto, governos estaduais, Senado e Câmara começa oficialmente; inteligência artificial e fiscalização das redes serão desafios da eleição de 2026
A corrida eleitoral de 2026 começa oficialmente neste domingo (16). A partir de hoje, candidatos a presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual estão autorizados a pedir votos e realizar propaganda eleitoral.
O primeiro turno acontece em 4 de outubro, e o eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Quase R$ 5 bilhões para as campanhas
As eleições deste ano terão R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), dinheiro público destinado aos partidos para financiar as campanhas.
As quatro legendas com as maiores parcelas são PL, com cerca de R$ 881,7 milhões; PT, com R$ 615,4 milhões; União Brasil, com aproximadamente R$ 526 milhões; e PSD, com cerca de R$ 421 milhões.
A distribuição dos recursos coloca novamente o financiamento público no centro do debate eleitoral e exigirá atenção redobrada à prestação de contas.
Pablo Marçal entra na disputa
Na corrida presidencial, uma novidade de última hora movimentou o cenário político. Pablo Marçal (PRTB) teve sua candidatura à Presidência registrada no TSE neste sábado (15), às 18h51, poucas horas antes do encerramento do prazo.
O registro foi possível depois de uma liminar da Justiça Eleitoral que regularizou provisoriamente sua filiação ao PRTB, com efeitos retroativos a abril. Marçal, entretanto, continua inelegível em razão de condenações eleitorais e seu registro ainda será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com a entrada de Marçal, 13 pedidos de registro foram apresentados para a disputa presidencial, entre eles os de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
O que pode e o que não pode?
A partir de hoje, candidatos podem fazer comícios, caminhadas, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na internet, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Também é permitido o uso de redes sociais e impulsionamento de conteúdo político-eleitoral dentro das normas.
Por outro lado, continuam proibidos outdoors, telemarketing eleitoral, propaganda em bens públicos, disparos em massa sem consentimento e conteúdos que caracterizem calúnia, difamação ou desinformação eleitoral.
IA entra no radar da Justiça Eleitoral
Uma das principais novidades de 2026 é a regulamentação do uso da inteligência artificial.
Candidatos poderão utilizar IA para produzir ou modificar textos, imagens, áudios e vídeos, mas deverão informar de maneira clara que o conteúdo foi criado ou alterado com inteligência artificial.
O uso de deepfakes e de conteúdos manipulados para enganar o eleitor ou prejudicar candidaturas é proibido. A Justiça Eleitoral também estabeleceu restrições específicas para conteúdos sintéticos nos dias que antecedem e sucedem a votação.
A campanha começa, portanto, com uma eleição que promete ser marcada por bilhões de reais em recursos públicos, forte disputa nas redes sociais, novas ferramentas de inteligência artificial e uma fiscalização cada vez mais rigorosa da Justiça Eleitoral.
Sugestão de foto: urna eletrônica em primeiro plano, com a bandeira do Brasil ao fundo e, se possível, elementos visuais relacionados às Eleições 2026. Uma alternativa mais institucional é uma fotografia da fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

















