Prefeito de Salvador afirma que empresas não estariam avançando em obras anunciadas pelo Estado porque pagamentos de serviços já executados não teriam sido realizados
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, criticou o Governo da Bahia durante entrevista ao repórter Zé Eduardo e afirmou que empresas responsáveis por obras públicas estariam enfrentando dificuldades para receber pelos serviços executados. Segundo o prefeito, a situação estaria comprometendo o andamento de obras anunciadas pelo Estado.
Bruno Reis afirmou acompanhar diariamente as manifestações nas redes sociais e disse que as cobranças partem de diferentes segmentos da sociedade.
“Eu acompanho as redes sociais aí diariamente, e você vai ver as cobranças, as queixas, de diversos segmentos”, declarou.
Na sequência, o prefeito citou obras anunciadas pelo Governo do Estado que, segundo ele, continuam sem avanço significativo mesmo após terem sido apresentadas publicamente e mencionadas durante debates.
“Obras que são anunciadas, que foram iniciadas, inclusive citadas no debate”, afirmou.
Bruno Reis também relatou que moradores estariam questionando o andamento de intervenções anunciadas, inclusive fazendo registros nas redes sociais para mostrar que, apesar das placas com datas previstas, os trabalhos não teriam avançado.
“Você vai lá no dia seguinte, as pessoas regravam os vídeos: ‘Cadê a obra? Não começou. Placa de outubro de 2025. A obra nem sequer a terraplanagem foi concluída, não tem uma fundação, não tem uma alvenaria’”, disse.
Para o prefeito, a falta de pagamento às empresas seria uma das razões para a paralisação ou lentidão das obras.
“Porque os empreiteiros estão sem receber. E aí não avançam nas obras, porque o Estado está devendo”, afirmou.
Bruno Reis ainda fez uma crítica direta à situação financeira dos contratos de obras públicas. Ao ser questionado se o Estado estaria pagando pelas obras, respondeu:
“Não estão pagando obras que já foram executadas, quem dirá obras que nem sequer iniciaram.”
As declarações ampliam o tom de cobrança do prefeito em relação à gestão estadual e colocam no centro do debate a execução de obras anunciadas pelo Governo da Bahia e os pagamentos às empresas responsáveis pelos serviços.

















