É, meus amigos, hoje começa oficialmente a corrida eleitoral na Bahia.
Às 14h44, acontece a convenção partidária do União Brasil, momento em que serão apresentados os candidatos a deputado federal, deputado estadual, governador, vice-governador e senadores. A partir da convenção, eles deixam de ser pré-candidatos e passam à condição de candidatos, embora ainda precisem cumprir etapas como o registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral.
É importante destacar que, mesmo após a convenção, ainda não é permitido pedir votos. O pedido explícito de voto e a propaganda eleitoral só podem começar a partir de 16 de agosto, conforme o calendário eleitoral. Até lá, os candidatos podem participar de atos partidários e apresentar propostas, mas a campanha oficial ainda não está liberada.
ACM Neto chega a esta eleição com uma composição política diferente da que apresentou no último pleito. Entre os novos aliados estão o senador Ângelo Coronel, o prefeito Zé Cocá e o ex-ministro João Roma, nomes que não integravam sua chapa anterior. A estratégia é ampliar a base de apoio e fortalecer sua candidatura ao Governo da Bahia.
Essa nova configuração política também é resultado das mudanças ocorridas no cenário estadual ao longo dos últimos anos. Em 2022, Jerônimo Rodrigues era um nome pouco conhecido por grande parte do eleitorado, e muitos analistas apontam que a força da chapa foi impulsionada pelo apoio do presidente Lula e pela identificação de parte do eleitorado com o Partido dos Trabalhadores. Hoje, o cenário é diferente: Jerônimo chega à disputa já conhecido pela população, após quase quatro anos à frente do Governo da Bahia.
Da mesma forma, ACM Neto também chega diferente. Além de uma nova composição política, apresenta um novo discurso e busca ampliar seu campo de alianças para aumentar sua competitividade nesta eleição.
Enquanto isso, Jerônimo Rodrigues terá como principal desafio defender sua gestão diante das críticas feitas pela oposição, especialmente nas áreas da saúde, da segurança pública e da execução de obras estaduais. Como acontece em toda eleição, quem está no governo entra na campanha tendo que prestar contas de sua administração, enquanto a oposição tenta explorar os pontos considerados mais sensíveis pelo eleitorado.
Outro assunto que certamente fará parte do debate eleitoral é o caso envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos. O tema continua sendo acompanhado pelos órgãos competentes e deverá ser explorado politicamente durante a campanha. Ao mesmo tempo, todos os envolvidos têm direito ao contraditório e à ampla defesa, enquanto as investigações seguem seu curso.
A tendência é que a campanha seja marcada por um forte confronto de narrativas. De um lado, o governo defendendo os resultados de sua gestão. Do outro, a oposição buscando convencer o eleitor de que a Bahia precisa de uma mudança de rumo.
Como costuma dizer o jornalista Vitor Pinto, da BandNews FM Salvador, “aguardemos os próximos capítulos”. Tudo indica que a eleição de 2026 será muito mais competitiva do que a de 2022. Desta vez, o eleitor conhece melhor os principais personagens da disputa, o que tende a tornar o debate político ainda mais intenso até o dia da votação.
Siqueira Costa Júnior, 51 anos.Há mais de 20 anos acompanhando a política baiana e brasileira a partir da vida real, fora dos gabinetes.Empreendedor, motorista de aplicativo, filho, pai e avô. Um cidadão comum que trabalha, paga impostos e não abriu mão de cobrar.Acredita que o melhor assistencialismo é o trabalho, que dignidade não se distribui e que honestidade não é discurso — é prática.Esta coluna é independente, crítica e sem concessões ao poder. Reflete meu pensamento, aqui tenho o direito de expor o que penso sem ofender, apenas opinar





















