Todos os anos, entre junho e outubro, milhares de jubartes deixam as águas geladas da Antártida e percorrem cerca de 9 mil quilômetros até o litoral brasileiro para acasalar, dar à luz e amamentar seus filhotes
Está oficialmente aberta a temporada das baleias-jubarte na Bahia. Entre os meses de junho e outubro, a Baía de Todos-os-Santos e todo o litoral baiano voltam a receber a visita desses gigantes dos mares, proporcionando um dos espetáculos mais impressionantes da natureza.
Todos os anos, milhares de baleias-jubarte deixam as águas geladas da Antártida e percorrem uma viagem de aproximadamente 9 mil quilômetros até a costa brasileira. O destino não é por acaso: as águas quentes e calmas da Bahia oferecem as condições ideais para o acasalamento, o nascimento dos filhotes e os primeiros meses de vida das crias, antes da longa viagem de volta ao sul.
Presenciar uma baleia-jubarte de perto é uma experiência inesquecível. São animais que podem ultrapassar 16 metros de comprimento e pesar cerca de 40 toneladas. Seus saltos, movimentos e a imponência com que surgem na superfície emocionam moradores e turistas, transformando cada avistamento em um verdadeiro espetáculo.
Mas essa experiência também exige responsabilidade. A observação das baleias deve seguir regras para garantir o bem-estar dos animais. Embarcações não devem perseguir as jubartes, provocar mudanças em seu comportamento ou produzir excesso de ruído. A recomendação é manter uma distância segura dos animais, reduzir a velocidade da embarcação, evitar aproximações bruscas e respeitar todas as normas de observação, permitindo que elas sigam sua jornada sem estresse ou riscos.
A presença das jubartes é um privilégio para os baianos e um patrimônio natural que precisa ser preservado. Além de movimentar o turismo ecológico, esses animais reforçam a importância da conservação dos oceanos e da biodiversidade marinha.
No vídeo abaixo, uma baleia-jubarte foi registrada nesta semana desfilando toda a sua força, beleza e majestade pelas águas da Baía de Todos-os-Santos, lembrando por que a Bahia é um dos principais berçários naturais dessa espécie no Atlântico Sul.

















