Defensor da privatização da Petrobras – assim como o presidente Jair Bolsonaro (PL) -, o ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou na terça-feira, 7, que não tem nenhuma maneira da estatal entrar na lista de privatizações do governo, pelo menos não no atual mandato. As informações são da Folha de S.Paulo.
“Todos sabem que eu sou a favor de privatizar todas essas companhias, mas o presidente disse: ‘Ok, você pode vender Correios, Eletrobras, subsidiárias que não são o negócio central’. Mas a Petrobras não está na lista de privatizações, ao menos neste primeiro mandato”, afirmou o ministro durante evento em inglês promovido pela Eurasia.
Guedes defende a privatização da Petrobras, embora nunca tenha dado justificativas. A empresa tem o governo brasileiro como maior acionário e apresenta lucros bilionários. A aprovação da privatização, que requer aval do Congresso.
O ministro da Economia ainda apontou que se privatizada, o valor obtido pelo governo seria destinado 20% para famílias mais carentes, enquanto os outros 80% serviriam para reduzir a dívida pública brasileira.
Já Bolsonaro mencionou a sua vontade de privatizar a Petrobras nos últimos meses, quando passou a ser cobrado pelos seguidos aumento dos preços dos combustíveis, que já chega a ser vendido por mais de oito reais em algumas cidades do Brasil. A avaliação é que a inflação pesa negativamente na popularidade do presidente, que pretende buscar a reeleição em 2022.
A política de preços da Petrobras, por sua vez, acompanha a cotação internacional do barril de petróleo e também é influenciada pelo dólar, que também está elevado diante de um real cada vez mais desvalorizado.
“Sou a favor de privatizar a Petrobras. Não faz sentido ter um país em que o estado é muito rico, temos R$ 1 trilhão em imóveis, outro trilhão em estatais, R$ 2 trilhões em recebíveis, um setor público muito rico, com uma população pobre”, afirmou Guedes.
Fonte: atarde.com.br




















