Presidente da Associação Comercial da Bahia afirma que monumento histórico localizado no Comércio é pouco conhecido pela população e cobra maior valorização da memória nacional nas redes pública e privada de ensino.
SALVADOR — A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, defendeu nesta quarta-feira (11) que a história da Batalha Naval do Riachuelo seja mais difundida nas escolas públicas e privadas do país.
A declaração foi feita durante a cerimônia em homenagem aos 161 anos do confronto, realizada em frente ao obelisco da Batalha do Riachuelo, localizado no bairro do Comércio, em Salvador.
Na ocasião, a dirigente também comentou os possíveis impactos do fim da escala 6×1 para micro e pequenos empresários.
Durante o evento, Isabela chamou atenção para o desconhecimento de grande parte da população sobre a importância histórica do monumento, que há décadas integra a paisagem do Comércio e representa um dos momentos mais relevantes da história militar brasileira.
A localização do obelisco em frente à Associação Comercial da Bahia está diretamente ligada à participação da entidade durante a Guerra do Paraguai. Na época, a instituição atuou em apoio à Marinha do Brasil, auxiliando famílias dos combatentes, prestando assistência às viúvas e contribuindo com recursos para aqueles afetados pelo conflito.
Segundo Isabela Suarez, é necessário resgatar esse legado histórico e garantir que as novas gerações tenham acesso a informações sobre acontecimentos que ajudaram a construir o país.
“Muitas pessoas passam por este monumento sem saber o que ele representa. A Batalha do Riachuelo faz parte da história do Brasil e precisa ser ensinada nas escolas, tanto públicas quanto privadas. É uma memória que precisa ser preservada e compartilhada com as novas gerações”, afirmou.
A presidente destacou que uma das metas de sua gestão é ampliar a divulgação do significado histórico do obelisco e fortalecer a participação popular nas próximas celebrações da data.
Em seu primeiro ano à frente da Associação Comercial da Bahia, Isabela afirmou estar aprofundando o conhecimento sobre a trajetória da entidade e desenvolvendo projetos voltados à valorização da memória institucional e histórica.
A expectativa é que as próximas comemorações da Batalha do Riachuelo contem com maior participação da população e das instituições de ensino.
“Queremos que mais baianos conheçam essa história e entendam a importância que ela teve para o desenvolvimento do Brasil. Precisamos aproximar a sociedade desse patrimônio histórico”, acrescentou.

Além do tema histórico, Isabela Suarez comentou a proposta que discute mudanças na escala de trabalho 6×1. Questionada sobre a tramitação do assunto no Senado Nacional, ela afirmou acreditar que existe sensibilidade entre os parlamentares para compreender os desafios enfrentados pelos pequenos negócios.
Segundo a dirigente, os micro e pequenos empresários poderão ser os mais impactados caso a mudança ocorra sem a criação de mecanismos de compensação econômica.
“Os pequenos negócios não possuem a mesma estrutura das grandes empresas para absorver custos adicionais. É preciso discutir alternativas que permitam a adaptação sem comprometer a manutenção dos empregos”, destacou.
Isabela defendeu que a discussão não seja tratada como uma disputa entre empresários e trabalhadores. Para ela, a busca por melhores condições de vida para os funcionários é legítima, mas precisa ser acompanhada de medidas que reduzam os impactos para quem empreende.
“O trabalhador merece mais qualidade de vida e mais tempo para a família. Mas o micro e pequeno empresário também precisa de condições para continuar gerando empregos. Hoje não existe nenhuma compensação prevista. A carga tributária continua elevada, a burocracia permanece a mesma e os custos aumentam.
Sem medidas de apoio, existe o risco de fechamento de empresas e perda de postos de trabalho”, alertou.
A presidente da ACB afirmou esperar que o Senado avance em propostas como a desoneração da folha de pagamento e outros mecanismos capazes de equilibrar os interesses de trabalhadores e empregadores.
A cerimônia reuniu representantes da Marinha do Brasil, autoridades civis e militares e membros da sociedade civil, reforçando a importância da preservação da memória histórica nacional e do debate sobre os desafios econômicos enfrentados pelo setor produtivo brasileiro.

















