A exposição gratuita Saudação a Iemanjá – 3 Tempos, organizada pelo movimento artístico independente Tabuleta Itinerante, permanecerá até 15 de junho na Biblioteca Parque Estadual, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O horário de visitação é de segunda a sexta, das 10h às 17h.

A iniciativa reúne obras de mais de 100 pessoas, incluindo artistas plásticos consagrados, galeristas, curadores e aqueles que fizeram suas primeiras mostras dentro do Tabuleta Itinerante.
São 123 peças que abordam a temática de Iemanjá e estão disponíveis para compra durante a mostra. As telas medem 40 × 60 cm e os valores variam entre R$ 200 e mais de R$ 4 mil.
A exposição traz diferentes interpretações e linguagens inspiradas na figura de Iemanjá, Rainha do Mar e mãe de quase todos os orixás. As obras convidam o visitante a refletir sobre a pluralidade de leituras e manifestações artísticas ligadas à divindade, símbolo de amor maternal e protetora dos amores.
Evolução
Em entrevista à Agência Brasil, a curadora da mostra, Bianca Branco, revelou que o Tabuleta Itinerante surgiu em 2 de fevereiro de 2024, Dia de Iemanjá, com uma exposição de 15 artistas na Praia do Arpoador, em Ipanema, zona sul do Rio.
Até o momento, foram realizadas 15 mostras com temáticas diversas, três delas dedicadas a Iemanjá, “sem patrocínio, sem apoio, sem dinheiro, sem cobrar dos artistas”. “Eu sigo firme, com o coração e a raça”, afirmou Bianca, artista plástica que pinta desde a infância.
No segundo evento dedicado a Iemanjá no Arpoador, o número de participantes chegou a 50 artistas. A terceira edição contou com 100 nomes. Bianca levou a exposição ao Parque Glória Maria, em Santa Teresa, de 7 de março a 12 de abril deste ano, apresentando mais de 150 obras.
“Sempre percebi o quão árduo era entrar nesse meio”, disse Bianca, ao observar que “o universo da arte é uma ‘panela’ gigantesca”. Ao chegar ao Rio em 2008, montou um ateliê aberto e passou a conviver com vários artistas, muitos ainda desconhecidos. O Tabuleta Itinerante nasceu para “chamar um público que não costuma frequentar galerias”.
Alguns dos participantes já exibem trabalhos em outros espaços. “É trabalhoso, porque gastamos muito, mas compensa. Tenho conseguido alcançar locais onde o acesso à arte ainda é limitado”, contou.
Segundo a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, a instalação da mostra na Biblioteca Parque Estadual reforça o “compromisso com a valorização das diferentes manifestações culturais que constituem a identidade do povo fluminense”.
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