A 11 dias do término do prazo, 40,3% dos contribuintes ainda não regularizaram a situação com o Leão. Até às 18h59 desta segunda-feira (18), a Receita Federal recebeu 26.262.79 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). 

Esse número representa 59,7% do total de declarações esperadas para o ano. Em 2026, o Fisco projeta receber 44 milhões de declarações, com o ritmo de entrega costumando acelerar nas semanas finais do prazo.
De acordo com a Receita Federal, 64,8% das declarações apresentadas até agora terão direito à restituição, 19,8% precisarão pagar Imposto de Renda e 15,4% não terão imposto a pagar nem a receber.
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A maioria dos documentos foi preenchida via programa de computador (76,2%), enquanto 16,2% dos contribuintes optaram pelo preenchimento on‑line, que salva o rascunho da declaração nos servidores da Receita (nuvem), e 7,6% declararam pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.
Um total de 59,5% dos contribuintes que enviaram a declaração à Receita Federal utilizaram o modelo pré‑preenchido, que oferece uma versão preliminar do documento para apenas confirmar ou corrigir as informações. A modalidade de desconto simplificado respondeu por 55,4% dos envios.
O prazo para entrega começou em 23 de março e se encerra às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.
Quem não entregar a declaração dentro do prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1 % do imposto devido, prevalecendo o valor maior.
São obrigados a declarar as pessoas físicas que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35 584, bem como aquelas com receita bruta de atividade rural superior a R$ 177 920.
Quem recebeu até dois salários‑mínimos mensais em 2025 está dispensado da obrigação de declarar, salvo se atender a outro critério de obrigatoriedade.
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Malha fina
A Receita também divulgou os números da malha fina. Segundo o Fisco, do total de declarações enviadas até o final da manhã desta segunda, 1.410.027 foram retidas em malha fiscal, o que corresponde a 5,6% do total apresentado.
O percentual, informou a Receita, reforça a tendência de queda contínua nas retenções, conforme demonstrado na evolução nas últimas semanas. Na primeira semana de entrega, esse índice era de 10,78%. Na semana passada, caiu para 5,93%.
Conforme o Fisco, os dados confirmam que, com o avanço do processamento das informações e a regularização de inconsistências por parte dos contribuintes e das fontes pagadoras, o volume proporcional de retenções tem diminuído gradualmente.
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