Exame identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias
O Ministério da Saúde oficializou a inclusão do teste genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial da União e estabelece prazo de até 180 dias para que o exame esteja disponível na rede pública.
O teste é utilizado para detectar alterações genéticas associadas ao câncer de mama hereditário e a outros tipos de tumor, como o câncer de ovário. A expectativa é que a medida fortaleça a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento de pacientes com maior risco de desenvolver a doença.
Entidades da área da saúde comemoraram a incorporação do exame ao SUS. A Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama classificaram a decisão como um avanço importante para ampliar o acesso ao rastreamento genético no país.
Os genes BRCA1 e BRCA2 ganharam notoriedade mundial após a atriz Angelina Jolie revelar que possuía uma mutação genética ligada ao câncer de mama e optar por uma cirurgia preventiva para reduzir os riscos da doença.
Segundo especialistas, entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária. Grande parte dessas ocorrências está relacionada às mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente as chances de desenvolvimento do câncer ao longo da vida.
Além do câncer de mama, pessoas com essas alterações genéticas também apresentam maior risco para outros tipos de tumor, especialmente o câncer de ovário.

















