Após derrota apertada em 2022, ex-prefeito aposta em unificação da base e força municipalista para avançar em redutos onde teve baixo desempenho.
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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, confirmou nesta semana o nome do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, como candidato a vice em sua chapa ao governo da Bahia. A decisão marca uma inflexão clara na estratégia eleitoral do grupo, que agora incorpora o apoio do Partido Liberal (PL) — sigla que esteve fora da coligação na disputa anterior.
A movimentação ocorre após a eleição de 2022, quando Neto foi derrotado por uma margem inferior a 2% dos votos. Nos bastidores, a leitura é objetiva: a fragmentação do eleitorado, especialmente no campo da direita, teve impacto direto no resultado. Sem o PL na base, o grupo avalia que entre 10% e 15% dos votos acabaram diluídos entre candidaturas alinhadas, reduzindo a capacidade de consolidação no segundo turno.
Na entrevista, Neto indicou que a nova composição busca corrigir esse cenário. Ao unificar aliados e reduzir a dispersão de votos, o ex-prefeito tenta entrar na próxima disputa com uma base mais coesa e competitiva.
Outro ponto central da estratégia está no desenho territorial da campanha. Neto mantém desempenho consolidado nas grandes cidades baianas, onde já construiu densidade eleitoral ao longo dos últimos anos. No entanto, o próprio grupo reconhece dificuldades históricas de avanço nos pequenos municípios — justamente onde o Partido dos Trabalhadores (PT) concentra força política e capilaridade.
É nesse contexto que entra Zé Cocá. Com trajetória ligada ao interior e forte articulação entre prefeitos e lideranças municipais, o agora candidato a vice é visto como peça-chave para ampliar a presença da chapa fora dos grandes centros. A aposta é que sua atuação ajude a destravar votos em cidades menores e reduzir a vantagem do PT nesses redutos.
A estratégia combina dois movimentos simultâneos: manter a dianteira nos maiores colégios eleitorais e avançar em regiões onde o desempenho anterior ficou abaixo do esperado. Ao mesmo tempo, o apoio do PL reforça o palanque e diminui o risco de novas perdas por divisão de votos.
Na prática, ACM Neto reorganiza sua base mirando um objetivo claro: reduzir a margem que definiu a última eleição e transformar competitividade em vitória.

















