O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,33% em janeiro para 0,7% em fevereiro, representando a maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%).

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior variação e impacto foram observados no grupo Educação (5,21%), impulsionados pelos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com o aumento no grupo Transportes, esses dois grupos foram responsáveis por aproximadamente 66% do resultado mensal.
No ano, o IPCA acumula uma alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice registrou 3,81%, um valor inferior aos 4,44% dos 12 meses anteriores. A inflação oficial se encontra dentro do limite máximo de tolerância estabelecido para a meta do governo.
Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, explicou que, embora superior ao registrado em meses anteriores, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).
“Em fevereiro do ano passado, o IPCA de 1,31% foi influenciado pelo grupo Habitação, especialmente pela energia elétrica, devido ao fim do Bônus de Itaipu, situação que não se repetiu em 2026.”
“Ainda na comparação com o ano anterior, o grupo Educação apresentou uma aceleração, registrando 5,21% em fevereiro de 2026, em comparação com 4,7% em fevereiro de 2025”, acrescentou.
Segundo o IBGE, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do IPCA de fevereiro. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,2%), devido aos reajustes comuns no início do ano letivo. As maiores variações foram observadas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).
O grupo Alimentação e bebidas apresentou uma pequena variação, passando de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou uma variação de 0,23% em relação a 0,10% no mês anterior, influenciada pelos aumentos do açaí (25,29%), do feijão carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%).
Em contrapartida, destacam-se as quedas nas frutas (-2,78%), no óleo de soja (-2,62%), no arroz (-2,36%) e no café moído (-1,20%). Já a alimentação fora do domicílio (0,34%) apresentou uma desaceleração em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição passou de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro, e o lanche de 0,27% para 0,15% no mesmo período.
Segundo o gerente da pesquisa, o grupo de alimentos variou 0,26% em fevereiro, demonstrando uma desaceleração em comparação com fevereiro de 2025, quando foi impactado pela alta do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%).
“Além desses produtos, o arroz, um alimento básico na dieta dos brasileiros, já acumula uma queda de 27,86% em 12 meses, devido à boa oferta do cereal”, disse Gonçalves.
No grupo Transportes, o aumento de 11,4% na passagem aérea chamou a atenção. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%).
Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).
INPC
De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou uma alta de 0,56% em fevereiro, um aumento de 0,17 ponto percentual em relação ao resultado observado em janeiro (0,39%).
No ano, o INPC acumula uma alta de 0,95% e, nos últimos 12 meses, o índice registrou 3,36%, um valor inferior aos 4,30% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,48%.
Os produtos alimentícios aceleraram de janeiro (0,14%) para fevereiro (0,26%). A variação dos não alimentícios passou de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.
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