O governo federal anunciou a desfazimento da decisão que tornava menos rígidas as regras de funcionamento do Aeroporto Santos Dumont, situado no centro do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o prefeito Eduardo Paes no Palácio do Planalto, em Brasília.

No final do ano passado, o ministério divulgou uma alteração no limite de passageiros do Santos Dumont, que seria elevado de 6,5 milhões para até 8 milhões por ano a partir de 2026.
“Contra fatos não há argumentos e os números comprovam: as ações do presidente Lula no início do seu governo permitiram a recuperação do aeroporto do Galeão, aumentando o fluxo de turistas e negócios para o estado do Rio! Mais uma vez, meu agradecimento ao presidente Lula pela defesa constante dos interesses do Rio de Janeiro!”, escreveu Eduardo Paes na rede social X. O ministro Silvio Costa Filho compartilhou a publicação do prefeito Paes nas redes sociais.
Em comunicado, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que a revogação “foi motivada pelo notável crescimento da aviação e do turismo no estado do Rio de Janeiro, o que levou a uma discussão conjunta sobre a elaboração de uma estratégia para o estado”.
A limitação do Santos Dumont, de até 6,5 milhões de passageiros por ano, foi estabelecida em 2023 como parte de uma política para equilibrar os aeroportos do Rio, priorizando o desenvolvimento do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, localizado na zona norte da capital. Desde então, o número anual de passageiros no aeroporto central diminuiu quase pela metade, de 10,9 milhões para 5,7 milhões. No Galeão, no mesmo período, o movimento mais que dobrou, passando de 6,8 milhões para 16,1 milhões. Com isso, o total de passageiros nos aeroportos do Rio aumentou 23%, de 17,7 milhões em 2023 para 21,8 milhões em 2025.
De acordo com a pasta, o processo de venda do Aeroporto do Galeão continua, com leilão programado para o dia 30 de março.
“Conforme acordo com a concessionária e aprovação do TCU [Tribunal de Contas da União], eventuais restrições operacionais no Aeroporto Santos Dumont implicam em ajuste econômico-financeiro do contrato de concessão do Aeroporto do Galeão”, diz a nota.
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