Senador afirma que Ângelo Coronel só chegou onde chegou por força da aliança e ironiza histórico de derrotas da oposição na Bahia
O senador Otto Alencar não fez rodeios e tratou de colocar os pingos nos is. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta segunda-feira (2), Otto afirmou que Ângelo Coronel jamais teria chegado ao Senado se não fosse pela aliança com o PSD. A avaliação é direta: fora do grupo governista, Coronel seria apenas mais um nome na lista de derrotados da oposição baiana.
Segundo Otto, antes de migrar para o PSD, Coronel orbitava o campo adversário e chegou a apoiar ACM Neto — um caminho que, na visão do senador, levaria invariavelmente ao fracasso eleitoral. “Ele cresceu conosco, cresceu na nossa aliança. Do outro lado, jamais seria senador”, disparou.
Otto foi além e puxou o retrospecto eleitoral para sustentar o argumento. Listou derrotas sucessivas da oposição e lembrou que Coronel perdeu eleições em 2010, 2014, 2018 e 2022 quando estava fora do eixo governista. “Se fosse para o lado de lá, não seria senador nunca. Todos os senadores de lá perderam”, afirmou, sem economizar no tom.
Na leitura de Otto, o sucesso nas urnas na Bahia tem uma variável decisiva: estar no grupo certo. Ele destacou que, em 2010 e 2014, venceu as disputas ao Senado com apoio da aliança; em 2018, Coronel surfou na mesma onda, impulsionado por Rui Costa, então com cerca de 75% dos votos. “Era uma eleição tão fácil que puxaria qualquer um”, ironizou. Em 2022, completou Otto, o roteiro se repetiu com nova vitória governista.
A mensagem foi clara e sem verniz político: fora da aliança, não há milagre eleitoral. Para Otto Alencar, o Senado não é lugar para apostas individuais, mas para quem entende o peso — e o custo — de escolher o lado errado.
















