Quando o pneu fura, o bom senso sai pela janela — e o skate entra em cena
O vídeo está no final da matéria agradecer ao @acelerabahia pelo vídeo. Assista, ria com cautela — e jamais tente em casa, na rua ou na Marginal
Circula nas redes sociais um vídeo que mistura criatividade, imprudência e um flerte perigoso com a tragédia. A cena é digna de roteiro de comédia urbana: um veículo trafegando pela Marginal Tietê, em São Paulo, com a roda traseira apoiada… em um skate. Isso mesmo. Um skate. Nada de estepe, guincho ou paciência. A solução foi claramente pensada no modo “improviso nível hard”.
Ao que tudo indica, o motorista tentou trocar o pneu, não conseguiu e decidiu pivotar a estratégia. Em vez de resolver o problema, resolveu contornar. Literalmente. Colocou um skate embaixo da roda e seguiu viagem como se estivesse testando um novo modal de transporte híbrido: carro + esporte radical.
É impossível não rir num primeiro momento. A criatividade salta aos olhos. Mas logo depois vem a parte séria — e ela pesa mais que o humor. Um skate não foi feito para suportar o peso de um carro em movimento, muito menos em uma via expressa movimentada como a Marginal Tietê. O risco é óbvio: o skate pode quebrar a qualquer momento, desestabilizar o veículo, causar uma colisão e transformar uma situação simples — um pneu furado — em um acidente de grandes proporções.
Aqui entra o ponto-chave da história: a tal “solução criativa” que resolve o problema imediato pode, na prática, criar um problema muito maior. É o clássico caso de inovação sem gestão de risco. Falta de planejamento, excesso de confiança e zero compliance com a realidade física.
Apesar do tom quase cômico do vídeo, a prática não é recomendada em hipótese alguma. O que poderia terminar com um guincho e algum atraso quase virou um episódio de tragédia urbana. No trânsito, improviso não é virtude — é passivo.
Moral da história: criatividade é ótimo, mas não quando coloca vidas em risco. Nem tudo que viraliza merece ser replicado. Algumas ideias deveriam ficar apenas no campo do “parece engraçado, mas não faça”.
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