A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira (7), a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, que foi CEO da agência de viagens Hurb, anteriormente conhecida como Hotel Urbano.

Na decisão, o juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, justificou a prisão devido ao “claro perigo à ordem pública e à aplicação da lei penal”.
João Ricardo Rangel foi detido na segunda-feira (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica sem carga.
O pedido de prisão preventiva de João Ricardo Rangel foi formalizado nesta terça-feira (6) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, alegando o descumprimento das medidas de cautela impostas pela Justiça.
Essas medidas cautelares foram estabelecidas em decorrência da prisão de Rangel por furto de obras de arte e outros bens de um hotel e de um escritório de arquitetura. O empresário foi acusado pelo MPRJ em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de placa de veículo.
Defesa
A defesa do ex-CEO da Hurb, representada pelo advogado Vicente Donnici, argumentou que o réu não violou as cautelares, pois não permaneceu por mais de 30 dias fora do Rio sem notificar a Justiça, conforme determinado.
Segundo a defesa, Mendes viajou para o Ceará em 29 de dezembro. Afirmou ainda que não há comprovação de que a tornozeleira eletrônica estivesse realmente desligada e, caso isso tenha ocorrido, não foi intencional.
O juiz André Felipe Veras declarou que, em relação à tornozeleira, “o relatório de monitoramento apresentado pela SEAP [Secretaria de Administração Penitenciária] é conclusivo quanto às repetidas violações de monitoramento cometidas pelo réu”.
Ao expedir o mandado de prisão, o magistrado determinou que Rangel fosse encaminhado para o Rio de Janeiro.
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