Ex-prefeito acelera ataque ao governo petista na Bahia, desmonta promessas não cumpridas e expõe retórica falha do PT diante de miséria, violência e gestão fraca.
Salvador — O vice-presidente nacional do União Brasil e principal nome da oposição ao PT na Bahia, ACM Neto, passou do discurso brando à ofensiva total contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em série de declarações nas redes sociais e em entrevistas recentes, Neto desmontou o “discurso socialista” do PT como retórica vazia, acusando o governo petista de viver de propaganda enquanto a realidade da Bahia se agrava sob sua gestão.
Em vídeo amplamente compartilhado, o ex-prefeito de Salvador listou 13 promessas que, segundo ele, jamais saíram do papel — da Policlínica em Barra à duplicação de vias essenciais e à ponte Salvador-Itaparica, obra emblemática prometida há quase 20 anos que, segundo Neto, “virou piada” sem um único canteiro ativo. “Quase três anos de governo e o que não falta é conversa fiada e muita propaganda. Promessa não enche prato, promessa não abre hospital, promessa não gera emprego”, detonou Neto, deixando claro que o discurso do PT já não cola com o eleitorado baiano.
A crítica se estende à retórica petista clássica de “cuidar dos pobres”. Neto lembrou que depois de duas décadas sob gestão petista, a Bahia segue com elevados índices de pobreza e insegurança alimentar, colocando em xeque a narrativa de que o PT teria sido capaz de promover desenvolvimento social real. “Será que 20 anos não foi tempo suficiente para eles mudarem a realidade econômica e social?”, questionou, apontando os dados alarmantes do estado.
Na área de segurança pública, Neto também não perdoou. Após o governador relativizar a violência como um “desafio global”, o ex-prefeito criticou a falta de propostas concretas e exigiu respostas sobre a liderança do estado que lidera em mortes violentas no país. “Queremos saber o problema da Bahia. O que ele pode fazer para resolver?”, cobrou Neto, jogando a responsabilidade diretamente no colo do governador.
A ofensiva de Neto não é apenas de críticas pontuais: ele tem construído um perfil de gestor duro, pragmático e orientado a resultados, em nítida oposição ao que chama de “propaganda petista sem substância”. No discurso, acentua que o PT vive de marketing político enquanto falha na entrega de serviços essenciais — saúde, infraestrutura, segurança e economia — que afetam diretamente a qualidade de vida dos baianos.
Analistas e aliados de Neto interpretam essa escalada retórica como parte da preparação para 2026, mostrando não apenas divergência com a gestão estadual, mas uma estratégia clara de narrativa política que coloca o PT como incapaz de governar eficientemente a Bahia após décadas no poder.
Críticos do União Brasil tentam rebater, acusando Neto de manipular declarações e construir controvérsias, mas o impacto das críticas tem ressoado no eleitorado, especialmente em meio à insatisfação crescente com indicadores sociais e econômicos estagnados no estado.
No tabuleiro político baiano, a oposição vem apostando pesado em desmontar o legado petista e reposicionar a narrativa de que gestão eficaz não se faz com slogans, mas com resultados mensuráveis, reivindicando uma mudança urgente para tirar a Bahia da crise em que, segundo Neto, ela se encontra.





















