A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um adiamento no prazo para a entrega do laudo médico referente ao general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Essa avaliação técnica foi solicitada pelo próprio ministro para subsidiar o requerimento da defesa de Heleno para que ele possa cumprir pena em regime domiciliar, considerado humanitário. A defesa argumenta que o general possui 78 anos e enfrenta sérios problemas de saúde.
Por meio de um documento encaminhado a Moraes, a PF requereu a extensão do prazo para a conclusão do trabalho, que originalmente terminaria nesta quarta-feira, até o dia 26 de dezembro.
De acordo com a corporação, a defesa do general apresentou documentos adicionais pouco antes da realização da perícia, ocorrida na sexta-feira (12), sendo necessário mais tempo para a elaboração do relatório final.
“O médico perito responsável apontou a necessidade de um período maior para a análise minuciosa de novos documentos e questionamentos apresentados pela defesa na véspera da diligência”, explicou a PF em seu pedido.
Condenado a 21 anos de prisão no processo referente à tentativa de golpe, Heleno está preso desde 25 de novembro, data em que iniciou o cumprimento de sua pena. Ele está detido em uma sala do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.
A avaliação médica foi determinada após a defesa contestar a alegação de que Heleno possui diagnóstico de Alzheimer desde 2018, período em que atuava no governo de Jair Bolsonaro. Segundo a defesa, o diagnóstico foi estabelecido no início de 2025.
A divergência surgiu devido ao relato do general de que os problemas cognitivos se manifestaram em 2018, durante um exame de corpo de delito realizado antes do início do cumprimento da pena.
A decisão final sobre a concessão ou não da prisão domiciliar cabe ao ministro, não havendo um prazo definido para a sua manifestação.
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