O Ministério de Minas e Energia comunicou neste domingo (14) que a Enel corre o risco de ter sua licença para operar em São Paulo revogada caso não cumpra integralmente os padrões de qualidade e as obrigações estabelecidas em contrato.

A manifestação do ministério ocorreu após a concessionária ser novamente criticada pela demora no restabelecimento do fornecimento de energia após a passagem de um ciclone extratropical pelo estado.
No ponto mais crítico da situação, na quarta-feira (10), aproximadamente 2,2 milhões de consumidores foram afetados. Os ventos, que atingiram até 98km/h em algumas áreas, derrubaram mais de 300 árvores. Muitas delas caíram sobre a rede de fios, danificando cabos e postes. Até ontem, mais de 417 mil permaneciam sem energia.
Em uma nota divulgada à imprensa, o ministério informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma fiscalização rigorosa da qualidade dos serviços de energia.
“O governo do Brasil não aceitará falhas constantes, interrupções prolongadas ou qualquer descaso com a população, principalmente em um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica”, afirmou o ministério.
O órgão também informou que o ministro Alexandre Silveira tem trabalhado desde 2023 para alertar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre os problemas envolvendo a Enel.
De acordo com o ministério, Silveira também propôs uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, para “definir responsabilidades” em relação ao caso.
Outro lado
Em uma mensagem aos consumidores, a Enel declarou que a energia foi restabelecida neste domingo para 99% dos clientes da empresa. A empresa também afirmou que continua trabalhando para atender todos os consumidores afetados.
“Desde a manhã de quarta-feira, mobilizamos um número recorde de equipes em campo, chegando a até 1.800 grupos de trabalho ao longo dos dias”, disse a Enel.
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