Instituição de Daniel Vorcaro encerra operações em meio a dívidas bilionárias e tentativa frustrada de venda
O Banco Central decretou a liquidação judicial do Banco Master nesta terça-feira (18), encerrando meses de instabilidade financeira e tentativas de preservação da instituição pertencente a Daniel Vorcaro — empresário que foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia.
A derrocada do banco não surgiu de surpresa. Em abril, o BC já havia rejeitado a proposta de aquisição parcial apresentada pelo Banco de Brasília, que tentava assumir parte das operações. Nos últimos dias, surgiu uma nova possibilidade de resgate: a holding Fictor, pouco conhecida no mercado, avançou com uma oferta para comprar a instituição, numa última cartada para evitar o colapso.
Segundo apuração do Valor Econômico, as negociações ganharam fôlego na segunda-feira (17). Havia diligências concluídas e um entendimento preliminar sobre os termos da operação, embora contratos ainda não estivessem assinados. O plano previa um aporte inicial de R$ 3 bilhões por meio de aumento de capital, valor insuficiente para cobrir a situação real do banco, que acumulava dívidas próximas de R$ 7 bilhões e detinha cerca de R$ 45 bilhões em ativos.
Com a liquidação, o impacto se estende a outras instituições do grupo: Banco Master Múltiplo, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários também entram no processo. A decisão do BC encerra, ao menos por ora, o capítulo de um dos casos mais turbulentos recentes do sistema financeiro brasileiro.

















