A Procuradoria-Geral da República (PGR) possui até a próxima segunda-feira, 1º de setembro, para apresentar suas considerações sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que formalizou acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), referente ao caso do suposto esquema de cobrança de tarifas extras aos Estados Unidos.

O prazo concedido à procuradoria abrange também a análise da continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro e a avaliação dos argumentos da defesa que questionam o descumprimento das cautelares que o impedem de utilizar redes sociais e perfis de outras pessoas, bem como a explicação sobre a descoberta de um pedido de asilo político na Argentina, encontrado no celular de Bolsonaro durante uma busca realizada pela Polícia Federal (PF).
O prazo inicial para a manifestação da PGR se encerrou na manhã desta quarta-feira (27), mas foi estendido pelo ministro responsável. Assim, a procuradoria terá cinco dias adicionais para elaboração do parecer sobre os pontos em questão.
A prorrogação do prazo foi definida na decisão que também determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal realize um monitoramento constante da residência do ex-presidente.
O monitoramento foi autorizado após o ministro receber uma solicitação inicial feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). De acordo com o deputado, o aumento da vigilância é fundamental para assegurar o cumprimento da lei penal e evitar que o ex-presidente fuja.
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