Quase oito anos após a tragédia que abalou a travessia Salvador–Mar Grande, a Justiça da Bahia condenou o comandante e o proprietário da embarcação Cavalo Marinho I a nove anos de prisão pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa. O naufrágio ocorreu em 24 de agosto de 2017 e resultou na morte de 19 pessoas, entre elas três crianças, além de 59 feridos. Em 2018, outra vítima morreu em decorrência de depressão e estresse pós-traumático.
De acordo com a sentença, proferida na última sexta-feira (15) pela juíza Alcina Mariana Martins, da Vara Criminal de Itaparica, Osvaldo Coelho Barreto (comandante) e Lívio Garcia Galvão (proprietário do barco) responderão em liberdade e poderão recorrer da decisão. A embarcação afundou cerca de 15 minutos após deixar o cais de Mar Grande, em Vera Cruz, Região Metropolitana de Salvador.
A magistrada acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia. Na decisão, destacou que Lívio autorizou alterações na estrutura da lancha sem comunicação à Capitania dos Portos, descumprindo exigências de vistoria e segurança. Já Osvaldo foi responsabilizado por manter a viagem mesmo diante das condições climáticas adversas, deixando de adotar as cautelas necessárias para evitar o desastre.
O caso, que se arrastava desde 2017, agora tem uma decisão de primeira instância que busca responsabilizar os envolvidos pela tragédia que marcou a história do transporte marítimo na Bahia.





















