Em entrevista hoje o deputado federal Léo Prates (PDT) afirmou que o desgaste do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) representa uma oportunidade estratégica para a oposição nas eleições de 2026. Aliado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), Prates avalia que o cenário atual é mais favorável do que o enfrentado em 2022, quando o grupo opositor foi derrotado.
“O PT comanda a Bahia há 20 anos. Isso por si só gera fadiga. Há uma geração inteira que não conheceu outro modelo de gestão”, argumenta. Segundo ele, a insatisfação não é apenas estadual, mas também nacional. “Lula 1 e Lula 2 trouxeram avanços, mas hoje o sarrafo subiu. Os governos atuais não entregam o que a população espera”, critica.
Na visão de Prates, a oposição precisa se organizar em torno de uma única chapa e, para isso, defende o nome de ACM Neto como principal liderança: “Estadualizar um nome em 45 dias é inviável. ACM já tem recall, carrega marca e foi um dos maiores prefeitos da história de Salvador. É nosso cartão de visita”.
Ele propõe uma composição que una partidos e segmentos sociais, mencionando nomes como João Roma (PL), Márcio Marinho (Republicanos), Zé Cocá (PP) e até o senador Angelo Coronel (PSD), apesar deste último estar no campo governista.
“Roma unificaria a centro-direita e agregaria força. Marinho falaria diretamente com o eleitorado evangélico. Coronel já tem mandato, é conhecido e seria um reforço estratégico”, avalia. O deputado ainda afirmou que gostaria de ver o prefeito de Jequié, Zé Cocá, como vice de ACM, pelo simbolismo com o interior do estado.
Ao defender uma “união real” das oposições, Prates sugere que o erro de 2022, quando o PL lançou candidatura isolada, não pode se repetir. “Temos que fazer um BaVi eleitoral. Duas candidaturas, duas visões. Deixe o povo escolher com clareza entre os projetos.”

















