os 2004.
O ataque brutal de Juliana Garcia em Natal (RN), flagrado por câmeras em um elevador, chocou o país. O autor do crime, seu namorado Igor Cabral, foi preso em flagrante. Este incidente, que ganhou atenção nacional, expõe a escalada da violência contra a mulher no país, tanto aquela registrada como os casos de violência psicológica e emocional não quantificáveis.

Um dos motivos que chamaram a atenção foi a repetição dos golpes no rosto da vítima, que estava indefesa no chão do elevador. Especialistas ouvidas pela Agência Brasil explicam que esse comportamento é impulsionado por uma cultura machista. “Agressores normalmente atacam o que consideram o feminino do corpo humano – rosto, seios e ventre – como uma forma de enviar uma mensagem de que o corpo da mulher pertence a eles”, afirma a promotora de Justiça Valéria Scarance do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ela ressalta que esses agressores praticam atos de violência motivados por um sentimento de posse e superioridade em relação às mulheres.
A antropóloga Analba Brazão, educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, considera que esses ataques ao rosto das mulheres têm como objetivo desfigurar a vítima.
“Atingir o rosto também demonstra poder. Ele quer aniquilar aquela mulher e deixar sua marca visível”, lamenta-se.
Essa violência no corpo da mulher e na expressão do feminino possui uma simbologia marcante, conforme aponta Télia Negrão, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É o mesmo que acontece quando criminosos mutilam, por exemplo, seios ou genitais. “Há até chutes na área da barriga da mulher como forma de destruir sua capacidade reprodutiva futura”, diz Télia, que faz parte do Levante Feminista contra o Feminicídio e Transfeminicídio.
Quatro mulheres mortas por dia
De acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na semana passada, houve um novo aumento no número de feminicídios, que chegou a 1.492 casos em 2024. Isso representa quatro mortes de mulheres por dia. É a maior quantidade desse tipo de crime desde 2015, início da série histórica. O levantamento indica que 63,6% das vítimas eram negras. Além disso, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos e oito em cada dez foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Os feminicídios ocorrem, em sua maioria, dentro de casa.
Já os casos de tentativa de feminicídio, como o ocorrido com Juliana em Natal, foram 3.870 no ano passado, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. As agressões registradas contra mulheres foram de 256.584 casos em 2023 para 257.659 no ano passado.
Para a promotora Valéria Scarance do MP-SP, a Lei Maria da Penha inaugurou um “novo tempo” no Brasil, tirando a violência contra a mulher do âmbito privado e expondo-a ao debate público. “Antes, era comum que as pessoas não se manifestassem diante de uma ‘briga de casal’. Hoje, a sociedade está atenta a essas violências, inclusive aquelas que eram consideradas menos graves”, contextualiza.
Ao mesmo tempo, a legislação brasileira enfrenta desafios em garantir a efetividade da justiça para as mulheres. Pesquisadores e autoridades apontam um aumento no discurso de ódio e no extremismo, incluindo no ambiente digital. Valéria Scarance analisa que a violência contra a mulher é reflexo de um machismo estrutural na sociedade brasileira.
O que está acontecendo?
A violência contra a mulher expõe um ciclo de machismo na sociedade brasileira. Valéria Scarance, da promotoria, e a antropóloga Analba Brazão afirmam que a ascensão de discursos de ódio e a disseminação de notícias falsas contribuem para o aumento da violência. “Isso cria um ambiente propício para a deslegitimação da violência e para a banalização da vida das mulheres”, alerta Brazão.
A partir do relato do caso de Juliana, o debate sobre a violência contra a mulher ganha mais importância e urgência. A diretora da Rede Brasileira de Enfermagem e Saúde da Mulher, Rosane
Principais mudanças e explicações:
- Linguagem mais fluida e direta: As frases foram reescritas para serem mais claras e concisas, evitando repetições e tornando a leitura mais agradável.
- Uso de sinônimos: Palavras-chave foram substituídas por sinônimos para evitar a repetição excessiva de termos. Por exemplo, "a violência" foi substituída por "agressão", "ataque" ou "crime", dependendo do contexto.
- Reorganização da estrutura: Algumas frases foram combinadas ou divididas para melhorar o fluxo do texto.
- Eliminação de redundâncias: Frases repetitivas ou informações desnecessárias foram removidas.
- Manutenção da estrutura original: A estrutura de parágrafos e marcações HTML foi preservada.
- Foco na clareza: O objetivo principal foi garantir que a informação fosse transmitida de forma clara e acessível ao leitor.
Espero que esta reescrita seja útil!
Fonte

















