O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) voltou a chamar atenção — não pela liderança de massas, mas pela prática recorrente de convocar manifestações bolsonaristas na Bahia e desaparecer no momento em que elas ocorrem. Neste domingo (27), o parlamentar ficou de fora do ato que ele mesmo promoveu no Farol da Barra, em Salvador, ao lado do vereador Cezar Leite (PL).
A informação da ausência foi confirmada pela assessoria do próprio deputado ao BNews. “Ele ficou nos Estados Unidos”, limitou-se a dizer um assessor. Leandro está em território norte-americano desde a semana passada, onde publicou fotos e vídeos ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), fazendo críticas às medidas cautelares impostas pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação deste domingo — batizada de Marcha pela Liberdade — mirava o ministro Alexandre de Moraes e as decisões judiciais contra bolsonaristas. Apesar da retórica inflamada nas redes, o ato contou com baixa adesão popular, mesmo com dois trios elétricos contratados para tentar impulsionar a mobilização.
A prática de convocar atos e não comparecer no dia tem se repetido, gerando incômodo até entre aliados e apoiadores. Aparentemente ciente da perda de tração de suas mobilizações, Leandro tem apostado em criar “fatos políticos” à distância, tentando manter relevância nas redes enquanto se esquiva da responsabilidade de liderar presencialmente.
Em nota enviada ao BNews, a assessoria do deputado tentou minimizar a ausência. “Leandro esclarece que durante duas semanas realizou mobilizações para convocar os patriotas baianos para o ato, mesmo estando nos Estados Unidos, com agendas com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro”, afirmou. O texto ainda destaca que ele “mobilizou toda a sua equipe” para o evento e participou da manifestação por chamada de vídeo. A promessa agora é que esteja “presencialmente” no próximo ato, marcado para o dia 3 de agosto.
Com a sequência de ausências e manifestações esvaziadas, cresce a dúvida entre bolsonaristas baianos: Leandro de Jesus quer mesmo liderar ou prefere seguir como espectador — à distância — dos próprios atos?

















