O Brasil planeja criar uma agência tributária e aduaneira na China, informou o Ministério da Fazenda hoje. A iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal, sendo discutida internamente pelo governo desde 2023.
De acordo com a pasta, o processo não tem motivação política e se justifica pelo fluxo crescente de mercadorias entre os dois países.
Essa será a quinta Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal. A primeira unidade foi aberta em 2000, em Washington e em Buenos Aires. Em 2002, foram inauguradas as agências em Assunção e em Montevidéu.
A criação da adidância na China estão sendo feitas atualmente. Como o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, a presença de um adido especializado trará vantagens, como entendimento mútuo das legislações, redução de entraves burocráticos e impulsão ao comércio bilateral.
Além disso, a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, como: combate à evasão fiscal, combate ao contrabando e troca direta de informações e experiências.
Recentemente, os dois países assinaram um memorando para a realização de estudos para um corredor ferroviário que ligará os Oceanos Atlântico e Pacífico, integrando ferrovias brasileiras à futura ferrovia que ligará Lucas do Rio Verde (MT) ao porto de Chanclay, no Peru.
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