Manifestação organizada pelo grupo Bahia Direita reuniu apoiadores do ex-presidente e teve críticas ao STF, à política externa do governo Lula e episódios de tensão com militantes petistas.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) participou, na manhã deste domingo (20), de um buzinaço na orla de Salvador promovido pelo grupo conservador Bahia Direita. O ato teve como foco críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial às investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A concentração começou por volta das 9h, no Jardim de Alah, e seguiu em carreata até o Farol da Barra. O protesto reuniu dezenas de veículos com bandeiras do Brasil, cartazes e faixas em apoio ao ex-presidente.
“O Brasil não pode aceitar calado esse tipo de perseguição política. O que está em jogo é a liberdade de expressão, o direito de manifestação e a democracia”, afirmou Alden. “Seguiremos firmes ao lado de Bolsonaro e de milhões de brasileiros que rejeitam abusos de autoridade e decisões parciais.”
Durante o ato, o parlamentar também criticou a política externa do governo federal, classificando como “irresponsável” a aproximação com países como Venezuela, Rússia e Nicarágua. Segundo ele, o alinhamento com “regimes ditatoriais” compromete a imagem do Brasil diante de democracias ocidentais, como os Estados Unidos.
“É o ativismo judicial e as narrativas absurdas da esquerda que estão corroendo as instituições e ameaçando o futuro do Brasil”, declarou.
Ao final do buzinaço, já no Farol da Barra, apoiadores de Bolsonaro foram alvo de agressões verbais por parte de manifestantes e simpatizantes do PT. Capitão Alden criticou o episódio e afirmou que a liberdade de expressão e de escolha “não prevalece como eles dizem”.
“O ódio do bem que vem do PT e desses apoiadores é, na prática, aquilo que eles acusam a direita de fazer. Eles praticam exatamente o que condenam nos outros”, disse.
O deputado reiterou que continuará lutando “pela liberdade do país, pelo direito de livre expressão e, acima de tudo, por um país melhor, sem o PT no governo do estado e sem o PT na presidência da República”.
“Essa é a missão que me foi dada, e essa é a missão que levarei até o fim do meu mandato”, concluiu.
Na última sexta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo da decisão que impôs o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares a Jair Bolsonaro, no âmbito da investigação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

















