O deputado federal e ex-secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT), voltou a cobrar um maior protagonismo do governo estadual no apoio aos municípios baianos para melhorar os serviços de saúde pública. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (19), Prates destacou que o maior gargalo do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia é a alta demanda reprimida, que sobrecarrega hospitais e agrava o problema da regulação.
“Se não reduzir a demanda, pode construir um milhão de hospitais que não vai dar conta”, alertou. Para o parlamentar, o foco precisa ser a atenção básica, de responsabilidade municipal, com um modelo de gestão que premie as cidades que conseguirem melhorar indicadores como controle da diabetes e redução de amputações.
Prates também defendeu a descentralização dos serviços hospitalares, com a interiorização de unidades especializadas. Segundo ele, o Hospital Ortopédico de Salvador, recentemente inaugurado, deveria ter sido construído em cidades como Alagoinhas, Barreiras ou Santo Antônio de Jesus, regiões que concentram altos índices de acidentes de moto e que sofrem com a falta de assistência especializada.
Além disso, o deputado propôs a reestruturação da rede estadual, com a vocação dos hospitais gerais para áreas específicas de atendimento. “O exemplo do HGE, referência nacional em tratamento de queimados, mostra como a especialização pode salvar vidas”, destacou.
Outro ponto criticado por Prates foi o funcionamento do Planserv. Para ele, os planos de autogestão, por estarem fora das regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), têm serviço precário e reajustes abusivos. O parlamentar apresentou um projeto de lei na Câmara Federal para estabelecer regras mais claras e proteger os usuários.
Na avaliação de Prates, a eleição de 2026 será uma oportunidade para colocar esses temas no centro do debate. Ele acredita que a candidatura de ACM Neto representará essa agenda de fortalecimento da saúde municipal e descentralização dos serviços no estado.





















