Honesto, combativo e atuante, o vereador vem enfrentando uma verdadeira via-crúcis desde que decidiu trocar a farda pelo plenário. Alvo de perseguições dentro e fora da Polícia Militar — onde chegou a cumprir 15 dias de prisão administrativa por críticas públicas a supostas arbitrariedades internas — o parlamentar agora sofre ataques mais sutis, mas não menos simbólicos.
Durante recente viagem institucional a Brasília, em que representava sua cidade ao lado de outros colegas da Câmara, sua presença foi simplesmente apagada por um meio de imprensa local, que divulgou a foto oficial do grupo com sua imagem cortada. Para aliados, o gesto não foi erro: foi censura política.
Apesar dos reveses, o vereador mantém o bom humor e não abandona o estilo provocador. Em mais um gesto simbólico, adotou um bebê reborn — boneco hiper-realista — como forma de representar o “amadurecimento político” que a vida pública exige. A brincadeira ganhou contornos satíricos quando ele afirmou que a criança “só para de chorar quando vê uma nota de R\$ 100”.
A metáfora não passou despercebida. Em tempos em que o jogo político exige mais malícia que virtude, o vereador ironiza o sistema com quem já apanhou dele — mas não se curvou. “O bebê ensina. Ele mostra que, em certas esferas do poder, ou você apresenta dinheiro ou ninguém te ouve”, disparou.
Entre polêmicas e perseguições, o vereador segue sua atuação fiscalizadora e presente nas comunidades, sem abrir mão da irreverência que virou sua marca — e que, ao que parece, ainda incomoda bastante.
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