O pai da pequena Ana Beatriz, Jaelson Silva Souza, acredita que a companheira estava em surto quando tirou a vida da filha recém-nascida, usando um travesseiro para asfixiá-la. Agricultor, ele não estava presente no momento do crime e contou ao UOL que nunca viu sinais de agressividade na esposa, Eduarda Silva de Oliveira.
Segundo Jaelson, a gestação foi planejada e muito aguardada. “Ela estava cheia de carinho durante a gravidez. Dizia que não via a hora de segurar a filha nos braços. E acabar desse jeito? Não dá pra entender”, lamenta.
Jaelson morava temporariamente em São Paulo por causa do trabalho em uma usina. Ele voltou às pressas para Alagoas após ser informado sobre o sumiço da bebê e, inicialmente, acreditou na versão contada pela companheira. No entanto, passou a desconfiar depois que ela começou a se contradizer.
“Foram dez anos juntos, eu confiava nela. Só depois de várias versões diferentes é que percebi que tinha algo errado”, disse. Com o apoio do advogado da família, Jaelson ajudou a convencer Eduarda a contar a verdade.
“A gente pediu que ela fosse sincera. Quando ela contou, eu estava ao lado dela. Fiquei sem chão. Saí chorando e nem consegui olhar direito pra cara dela”, relata.
Nesta quarta-feira (16), ele foi até o Instituto Médico Legal de Maceió com um parente para liberar o corpo da bebê. Emocionado, desabafou: “Ninguém merece passar por isso, ainda mais vindo de quem esteve do seu lado por dez anos.”















