Com a iminente mudança da sede da prefeitura de Salvador para o Palácio da Sé, no Pelourinho, o destino do Palácio Thomé de Souza entrou em debate na Câmara Municipal. Um projeto de indicação sugere que a estrutura seja transformada em uma galeria de arte, enquanto a gestão municipal avalia a possibilidade de doar o material de aço e vidro à Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A proposta, de autoria do vereador André Fraga (PV), destaca que, embora a estrutura tenha sido concebida como temporária, permaneceu na Praça Municipal por razões políticas e administrativas. O parlamentar argumenta que a conversão do espaço em uma galeria preservaria o legado arquitetônico do edifício, projetado por João Filgueiras Lima, o “Lelé”.
Fraga também sugere a criação de uma “biblioteca-parque”, seguindo modelos adotados no Rio de Janeiro e em Medellín, na Colômbia. Enquanto isso, a prefeitura segue com os preparativos para a transferência ao Palácio da Sé, processo que deveria ter ocorrido no Carnaval, mas foi adiado devido a entraves na remoção do acervo do novo endereço.
















