Foto: DW / Deutsche Welle
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, fez um apelo por “paz” neste domingo (9), em meio a graves acusações de que forças de segurança do novo governo teriam executado centenas de integrantes da minoria alauíta. Ainda não está claro como o discurso conciliador do líder sírio será traduzido em ações práticas.
As forças governamentais enfrentam denúncias contundentes de limpeza étnica contra os alauítas, grupo religioso que apoiava o ex-ditador Bashar al-Assad, deposto em dezembro.
De acordo com o governo sírio, militares realizavam uma operação na região de Latakia quando foram supostamente atacados por forças ligadas ao antigo regime de Assad. Em resposta, o governo teria intensificado o envio de tropas para conter a ofensiva. A ação resultou na morte de 16 soldados, conforme informações divulgadas pelo G1.
Por outro lado, líderes alauítas contestam a versão oficial e denunciam perseguições promovidas por sunitas radicais, que assumiram o poder no final do ano passado e veem os alauítas como “hereges”. A crescente tensão sectária lança dúvidas sobre a efetividade dos apelos por paz feitos por Ahmed al-Sharaa.
















