O governador da Bahia, Rui Costa (PT), conseguiu gerar mal-estar entre os próprios aliados na quarta-feira (13). Em uma coletiva de imprensa, o chefe do Executivo Estadual anunciou que iria proibir a realização de festas “paredões” no Estado, a não ser que houvesse autorização da prefeitura e atuação da Polícia Militar. A fala repercutiu mal entre apoiadores e especialistas.
A declaração foi feita após uma chacina ocorrer no bairro do Uruguai, em Salvador, justamente em meio à realização de um paredão. “Não vamos permitir esses ‘paredões’ no meio das ruas. Se tem um evento que ela [a prefeitura] vai permitir fechamento de rua, som no meio da rua e aglomeração no meio da rua, tem que dar autorização formal e comunicar previamente a Polícia Militar para tomar providência. Fora isso, a partir de hoje que a polícia tome providência para não permitir a realização de nenhum ‘paredão'”.
Na avaliação de Aladilce Souza, presidente do PCdoB na capital baiana e aliada do governador, a discussão é mais complexa do que simplesmente proibir. “Eu acho legítima a preocupação do governador com a segurança, no entanto, é preciso analisar com mais cuidado e procurar, junto às prefeituras e até órgãos do Governo Federal, estabelecer políticas que realmente reduzam a violência”, disse ao BNews.
Fonte: bnews.com.br















