O mercado de câmbio apresentou grandes oscilações nesta quinta-feira (19). Após atingir um recorde histórico de R$ 6,30, a cotação do dólar recuou para R$ 6,17, uma queda de 1,55%, por volta das 11h30. A diminuição foi impulsionada pela intervenção do Banco Central (BC), que realizou um novo leilão no mercado à vista de câmbio.
Às 13h, o dólar estava sendo negociado a R$ 6,14, o que representava uma queda de 1,92%. Analistas apontam que o alívio no câmbio também foi influenciado pela entrevista conjunta dada pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e seu sucessor, Gabriel Galípolo. Campos Neto afirmou que o BC possui “muitas reservas e atuará se necessário” e mencionou a existência de uma “saída atípica” de dólares do país. Ele também ressaltou que o BC intervirá no câmbio sempre que identificar “disfuncionalidade no fluxo”.
Intervenções do Banco Central
Na parte da manhã, o BC iniciou sua intervenção oferecendo US$ 3 bilhões, mas o impacto inicial foi pequeno. Posteriormente, foi anunciada uma venda recorde de US$ 5 bilhões no mercado à vista, a maior desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante. Além disso, havia a possibilidade de uma terceira intervenção, com um valor mínimo de US$ 1 bilhão.
Essa oferta de US$ 3 bilhões foi a quinta intervenção do BC no mercado de câmbio à vista em menos de uma semana, totalizando cerca de US$ 5,7 bilhões – sem contar as duas novas intervenções realizadas nesta quinta-feira (19).
Leilões Recentes
Na terça-feira (17), o BC realizou dois leilões, com a oferta de aproximadamente US$ 3,3 bilhões. Na segunda-feira (16), o valor foi de US$ 1,623 bilhão, e na sexta-feira (13), atingiu US$ 845 milhões.
Esses leilões de dólar são usados pelo Banco Central para garantir liquidez ao mercado de câmbio durante períodos de alta volatilidade da moeda americana. Nesses leilões, os dólares são oferecidos diretamente às instituições financeiras, como bancos e corretoras (conhecidas como “dealers de câmbio”), que atuam no mercado primário. Depois, essas instituições repassam a moeda para o mercado secundário.















