Em 2023, a Bahia manteve-se com o segundo maior número absoluto de pessoas em situação de pobreza no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (4). Apesar de uma redução significativa nos índices de pobreza e extrema pobreza, a realidade ainda é alarmante, com quase metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza.
A linha de pobreza, conforme o IBGE, é definida para famílias cuja renda per capita mensal seja inferior a R$ 667. Apesar da queda, a Bahia permanece atrás apenas de São Paulo, que possui 7,8 milhões de pessoas nessa condição.
Proporcionalmente, a Bahia ocupa agora o sétimo lugar entre os estados brasileiros, subindo uma posição em relação ao ano passado.
Pobreza extrema: impacto no estado
A pobreza extrema também apresentou uma diminuição significativa no estado, com uma queda de 26% no número de pessoas extremamente pobres em 2023. No entanto, a Bahia ainda lidera o ranking nacional em números absolutos, com 1,3 milhão de pessoas vivendo em extrema pobreza, o que corresponde a 8,8% da população. Para o IBGE, pessoas em extrema pobreza são aquelas que têm uma renda domiciliar per capita mensal inferior a R$ 210. Em termos proporcionais, o estado ocupa a sexta posição no Brasil.
Situação de Salvador
Salvador, a capital baiana, também mostrou avanços, embora ainda enfrente desafios significativos. A cidade teve uma redução expressiva no número de pessoas extremamente pobres, com 185 mil pessoas nessa condição em 2023 — representando 6,3% da população da cidade. Em comparação com o ano anterior, a queda foi de 42,9%.
Com isso, Salvador passou a ocupar o terceiro maior número absoluto de pessoas extremamente pobres entre as capitais e a quinta maior proporção. Em 2022, a capital estava na segunda posição em ambos os indicadores.
Foco da pobreza na Bahia: Vale do Rio São Francisco e Oeste do estado
O IBGE também destacou as regiões com os maiores índices de pobreza e extrema pobreza na Bahia. O Vale do Rio São Francisco e o Oeste do estado apresentam os piores índices, com a população dessas áreas enfrentando as maiores dificuldades econômicas.
















