A Prefeitura de Salvador anunciou que dará início, nesta segunda-feira (2), às obras de contenção de encostas no bairro de Saramandaia, onde, na manhã da última quarta-feira (27), duas pessoas perderam a vida após serem soterradas pelas fortes chuvas.
Além de Saramandaia, a rua Amargosa, na parte superior de Pernambués, também passará por intervenções, que incluem o começo da segunda etapa das obras de drenagem. Essa etapa dará continuidade a um trabalho já em andamento na rua Santo Antônio de Pádua.
No domingo (1º), técnicos realizaram estudos topográficos essenciais para a implementação das contenções na área afetada, além de análises que possibilitaram o planejamento das demolições.
A Defesa Civil (Codesal) informou que já notificou os moradores das áreas de risco. A Secretaria de Promoção Social (Sempre) concluiu o cadastramento das famílias para garantir o acesso aos auxílios sociais.
Novembro chuvoso
As chuvas torrenciais da última semana causaram acumulados expressivos de precipitação em vários pontos da capital.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que o sistema de radar do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas) não foi capaz de prever o volume de chuva que atingiria Salvador. Em resposta à crítica, o órgão federal informou que enviou, pelo menos, três alertas meteorológicos indicando a possibilidade de deslizamentos de terra na capital baiana.
Na avenida São Martin, o acumulado de 464,6 mm foi cerca de 4 vezes maior que a média histórica de novembro, que é de 108,2 mm. Na região do Retiro, o volume chegou a 447,4 mm, enquanto Marechal Rondon registrou 442,8 mm e Saramandaia 420,4 mm.
Conforme dados do Cemadec/Codesal (Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvado), a estação meteorológica de Ondina, usada como referência histórica, registrou um acumulado de 322,8 mm em novembro, o maior índice para o mês desde 1963.
















