O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou tranquilidade em relação ao julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o relógio de ouro que recebeu da grife francesa Cartier. O parecer do órgão, que pode obrigar o petista a devolver o item à União, será divulgado nesta quarta-feira (7).
De acordo com informações da CNN, auxiliares de Lula afirmam que a questão tem sido utilizada por bolsonaristas como uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção da polêmica envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a venda ilegal de joias recebidas durante seu mandato no exterior.
Caso o parecer do TCU seja favorável à devolução, o relógio continuará nas mãos de Lula, que terá autorização para usar o item até o fim de seu mandato. O Palácio do Planalto argumenta que o presente foi dado a Lula em 2005, antes das regras definidas pelo TCU em 2016, e que o presidente nunca teve a intenção de vender o acessório.
Aliados de Lula reforçam que o foco nos presentes recebidos pelo atual presidente é uma tentativa de desviar a atenção dos problemas enfrentados por Bolsonaro, cuja controvérsia sobre as joias tem ganhado destaque na mídia.















